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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Cristãos acusados de assassinato são atacados por vizinhos

BANGLADESH (45º) - No distrito de Rangpur, a 300 km da capital Dhaka uma família cristã que planejavam ser batizados em setembro foi atacada por seus vizinhos muçulmanos que alegaram defesa ante a falsa acusação de tentativa de assassinato contra eles e outros cristãos. 


Foyez Uddin, o chefe da família que tem 62 anos, contou à Compass Direct News que seu vizinho Nazrul e seus parentes islâmicos disseram a ele, sua esposa e seus dois filhos que estavam “poluindo” a sociedade por serem cristãos e os agrediram em 17 de setembro no povoado de Joysen no distrito de Rangpur. 

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Famílias de ex-muçulmanos desalojadas

FILIPINAS (*) - De acordo com uma fonte local, 200 famílias da cidade de Silompak, Sulu/Tawi-Tawi deixaram suas casas quando a violência eclodiu de duas famílias em 26 de agosto de 2010, às 5 horas da manhã.

Dezessete (17) dessas famílias eram cristãos ex-muçulmanos. A igreja local foi atingida durante o conflito. Foi à cinco metros da casa do pastor e sua família.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Hindus causam tumulto e incendeiam carros de cristãos

ÍNDIA (26º) - Nesta quarta-feira, oito carros estacionados próximos à Igreja Pentecostal Nova Graça Jesus conosco em Mathikere (Hosur, Tamil Nadu). Não se sabe muito sobre a causa do ataque. A Polícia abriu um processo contra “desconhecidos”.

Para Sajan K. George, presidente do Global Council of Indian Christians (GCIC), cinco ativistas hindus são suspeitos, pois, há algumas semanas, eles tentaram invadir uma convenção organizada pelos cristãos.

sábado, 19 de junho de 2010

Jovem é maltratada pelos próprios pais por se tornar cristã

SOMÁLIA (4º) - Os pais muçulmanos de uma garota somali de 17 anos, que se converteu ao cristianismo, a agrediram brutalmente por ter deixado o Islã e a algemaram a uma árvore em sua casa por mais de um mês.

Nurta Mohamed Farah de Bardher, na região de Gedo, Somália, estava confinada em sua casa desde o dia 10 de maio, quando a família descobriu que ela havia se tornado cristã.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Viúva cristã é atacada

ÍNDIA (26º) - Após sobreviver a um brutal ataque no dia 2 de junho, Dhanya agradece ao Senhor pela sua vida. Mas, seu filho Ishwar está hospitalizado em uma situação crítica. Ambos foram atacados por duas pessoas motivadas por mentiras contra a família. Mãe e filho foram violentamente espancados por dois jovens com espadas e bastões pesados enquanto trabalhavam coletando flores no matagal para vender em um supermercado. Os agressores deixaram Ishwar inconsciente e pensaram que ele estava morto, por isso foram embora, após atacar a mãe, que também ficou jogada em meio ao matagal.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Trinta mulheres cristãs são presas em Asmara

ERITREIA (9º) - Segundo um grupo de monitoramento, o governo da Eritreia prendeu 30 cristãs idosas neste final de semana.

No dia 5 de dezembro, as forças de segurança cercaram um grupo de mulheres que estavam orando juntas em uma casa e levaram-nas para a delegacia de Asmara.

A maior parte das mulheres integra a igreja Faith Mission (Missão de fé), uma igreja evangélica com base metodista. A denominação tem cerca de 50 anos na Eritreia, mas se tornou alvo do governo após o surgimento de uma lei que obriga as igrejas a se registrarem.

No entanto, foi impossível que a igreja se registrasse, pois o governo permite apenas que três denominações existam legalmente: a Igreja Ortodoxa Eritreia, a Igreja Católica Romana e a Igreja Evangélica Luterana.

“Condenamos a prisão das 30 mulheres”, disse o diretor regional da International Christian Concern, Jonathan Racho. “Pedimos que os oficiais na Eritreia soltem todos os prisioneiros cristãos no país, e que pare de violar a liberdade religiosa de seu povo.”

Nos últimos anos, o governo da Eritreia reprimiu até mesmo as igrejas registradas. O líder da igreja ortodoxa ficou em prisão domiciliar durante anos, e há relatos de invasões em cerimônias cristãs, como casamentos.

Fontes também indicaram que a tortura de cristãos na prisão é comum. Eles ficam trancados em containeres ao ar livre, e enfrentam um calor insuportável, doenças e angústia. Diz-se que os containeres medem cerca de seis metros, e abrigam de 15 a 20 pessoas.

No início desse ano, a rede Compass relatou que muitos cristãos morrem nos campos militares da Eritreia.

Entre as últimas fatalidades, está Yemane Kahasay Andom, 43, que morreu no dia 23 de julho na prisão de Mitire. Ele foi torturado e contraiu malária, o que o levou à morte (leia mais).

Mais de 2.800 cristãos estão presos na Eritreia por causa de sua fé. Lembre-se deles em suas orações.

Tradução: Missão Portas Abertas


quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Cristão é ameaçado de morte por construir igreja em seu vilarejo

EGITO (21º) - Um cristão copta que reformou sua casa para acomodar as cerimônias religiosas em seu vilarejo, que não possui nenhuma igreja, não tem medo das ameaças de morte feitas contra ele pelo tribunal fatwa (islâmico).

O reverendo Estefanos Shehata, do vilarejo de Ezbet Dawoud Youself, ao Sul do Cairo, estava farto do tratamento injusto que os cristãos coptas recebem no Egito.

Ele conta que não há igreja para os 800 coptas na região, o que significa que funerais e casamentos são realizados nas ruas.

Há dois anos, ele transformou parte de sua casa em um espaço onde essas cerimônias pudessem ser realizadas, e tentou obter uma permissão para o uso do lugar. As autoridades se recusaram a dar uma resposta direta, e disse que era para ele conversar com os muçulmanos de seu vilarejo, porque não queriam ser responsáveis por qualquer problema.

Então, Estefanos foi conversar com os muçulmanos, que tinham uma boa relação com os coptas da região.

Os muçulmanos realizaram uma reunião com os líderes de outros vilarejos, e, para a surpresa de Estefanos, eles ficaram “extremamente bravos” com sua proposta e emitiram um fatwa (decreto religioso islâmico), pedindo que ele fosse morto.

“Eles disseram para os coptas no vilarejo que basta uma bala para se livrar de mim, já que um assassino não recebe nada por matar um cristão.”

“Eu fui banido de meu vilarejo há um mês. Não posso nem ver minha mãe.”

No Egito, os cristãos não podem construir ou reformar igrejas ao menos que eles recebam uma permissão do governo. Quase todos os pedidos das igrejas são negados. No entanto, as permissões para a construção de mesquitas não são necessárias.

“Que mal há em construir um salão? Ou uma igreja? Essa é uma das questões. Outra: por que temos que realizar funerais nas ruas? Isso não é certo. Por que os muçulmanos ficam nervosos quando os cristãos oram?”

Apesar de a constituição egípcia garantir liberdade religiosa, na prática a situação é muito diferente.

“Chega de humilhação e perseguição aos coptas. Eu não tenho medo da morte, e ter um Fatwa emitido para pedir o derramamento do meu sangue é uma honra para mim”, diz Estefanos.

O Egito é predominantemente (90%) muçulmano sunita, e 10% cristão. Apesar de ser um número pequeno, é a maior comunidade cristã no Oriente Médio.


Tradução: Portas Abertas

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Polícia interrompe culto e prende dois cristãos

CHINA (12º) - No dia 13 de agosto de 2009, diversos policiais invadiram uma comunidade de cristãos na cidade de Sanggu, em Henan, e amarraram os irmãos Li Guangren e Zheng Xincai. Os policiais interromperam o culto e sem nenhuma justificativa legal prenderam Li e Zheng, e os levaram em dois veículos.

Um correspondente internacional da rádio Free Asia entrou em contato com um membro da igreja não registrada para uma entrevista pelo telefone, para poder verificar as informações sobre o ataque. Nervoso com as prisões ilegais, o cristão chinês entrevistado foi contra a ação dos policiais, dizendo que essas violações de privacidade e liberdade são errôneas e injustas. Oficiais chineses monitoraram a ligação, e usaram-na como evidência para prender e condenar os dois cristãos, sob acusações de “atividades sociais ilegais”.

Na sexta-feira, 14 de agosto de 2009, o Escritório de Segurança Pública em Xiayi condenou Li Guang-ren e Zheng Xin-cai a 10 dias de detenção administrativa cada, e uma multa de 1.000 yuans.

Bob Fu, presidente da China Aid, denuncia a perseguição aos cristãos em Henan e pede para que os oficiais absolvam os irmãos Li e Zheng imediatamente.

Tradução: Portas Abertas

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Cristão é baleado em fábrica de refrigerantes

IRAQUE (16º) - A polícia afirmou que o irmão de um gerente de uma fábrica de refrigerantes foi baleado em Mosul, Iraque.

Não está claro se Ala Bashir, um cristão de 30 anos, foi morto por causa de sua fé. Milhares de cristãos fugiram de Mosul no ano passado como consequência da violência na cidade.

Destruição no Iraque

No incidente de domingo, os atiradores se aproximou da fábrica, localizada entre Mosul e Talkeef, uma cidade predominantemente cristã, em quatro carros.

Eles agrediram o segurança da fábrica e pediram para ver o escritório do gerente, mas quando o irmão Ala Bashir se aproximou, eles atiraram nele e foram embora.


De acordo com um ministério no Iraque, metade da comunidade cristã em Mosul, cerca de 2.275 famílias, abandonaram suas casas e empregos para se abrigar em vilarejos cristãos.

Desde 2003, centenas de cristãos foram mortos e muitas igrejas foram atacadas.

Recentemente, quatro cristãos foram mortos e 32 pessoas ficaram feridas em ataques à igrejas em Bagdá e Mosul no início deste mês.

Tradução: Portas Abertas
Fonte: AFP









quarta-feira, 22 de julho de 2009

Cristão é baleado por não pagar taxa de proteção a muçulmano

PAQUISTÃO (13º) - A agência de notícias International Christian Concern (ICC) soube que um empresário foi baleado oito vezes nas pernas enquanto dirigia por Lahore, depois que se recusou a pagar a “taxa de proteção” para um homem muçulmano.

Suqlain Shah, um ex-policial, e outro homem, Sudia, pararam o carro de Ayub Gill quando ia comprar uma propriedade em uma cidade próxima. Babar, irmão de Ayub, estava dirigindo e dois parentes estavam no banco de trás. Suqlain sacou uma arma e tirou Babar do carro, ameaçando matá-lo. Suqlain entrou no lugar do passageiro e atirou oito vezes nas pernas de Ayub. Depois de roubar US$2.500, eles fugiram em bicicletas. Ayub está se recuperando no hospital, mas os médicos não sabem se ele poderá andar novamente.

Suqlain, que mora perto de Ayub, o ameaçou alguns dias antes, quando Ayub comprou um carro para seu irmão. Era o terceiro carro da família. Quando Suqlain viu que eles tinham três carros, ele se aproximou de Ayub e pediu dinheiro: “Agora você tem três carros, então me dê US$ 3.750. Você é um cristão rico, então é meu direito tirar de você quanto dinheiro eu quiser. Se você não fizer isso, vou te matar.”

Logo depois do incidente, os irmãos de Ayub foram para a delegacia para fazer um boletim de ocorrência, mas a polícia não tomou nenhuma atitude neste caso, e a embaixada do Paquistão nos Estados Unidos disse que não sabem nada sobre o caso e que os oficiais no Paquistão não discriminam ninguém por causa da religião.

Tradução: Portas Abertas

terça-feira, 9 de junho de 2009

Oficiais ameaçam demolir igreja em Henan

CHINA (12º) - As autoridades no vilarejo de Dong ameaçaram demolir a igreja cristã Laojie, em Sanggu. Por causa dessas ameaças, desde 26 de maio, os membros dessa igreja estão guardando o terreno quase 24 horas por dia.

A Igreja Cristã Laojie é uma igreja não-registrada com mais de 200 membros. Os cristãos se reúnem neste local desde abril de 1987, e têm sido tolerados pelas autoridades. Recentemente, oficiais do vilarejo começaram a trabalhar para construir uma estrada que cruzaria o terreno da igreja. Nesse processo, o governo poderia vender a propriedade por um alto preço, resultando em benefícios enormes.

O comitê do partido propôs que o terreno atual da igreja por um espaço que tem metade do tamanho da propriedade, e é em outro local. Laojie recusou a proposta e sugeriu que o terreno seja trocado por outro, de tamanho equivalente e perto do atual. O comitê não só recusou a oferta, como também ameaçou os cristãos de ter que demolir o prédio, obrigatoriamente.

Os cristãos da Igreja Laojie dizem que estão orando para que Deus proteja a Igreja e para que as autoridades não derrubem o templo. Os cristãos estão clamando para que os corações dos advogados chineses os ajudem a proteger a Igreja por meios legais.

Tradução: Portas Abertas

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Violência sem fim

Bispos indianos denunciam que comunidade cristã ainda é perseguida no Estado de Orissa, onde mais de mil já morreram.

Os 120 bispos da Índia concluíram ontem sua Assembléia Plenária com um tributo aos cristãos perseguidos em Orissa, Karnataka e outras regiões da Índia, a quem consideram “heróis da fé e do patriotismo”. A comunidade cristã naquela região sofreu um massacre por parte de radicais hindus, entre agosto e dezembro do ano passado. Estima-se que mais de mil pessoas tenham sido mortas e há dezenas de milhares de desalojados pela onda de violência religiosa.

A reunião dos clérigos da Conferência Episcopal Indiana contou com a presença do núncio apostólico (embaixador) da Santa Sé no país, D.Pedro Lopes Quintana. Segundo ele, diante da situação de perseguição vivida nos últimos meses, é fundamental promover o diálogo interreligioso na Índia. A Conferência publicou no sábado passado, 14 de fevereiro, um informe do ativista cristão John Dayal, presidente do United Christian Forum for Human Rights, no qual adverte que a situação em Orissa está longe de ser resolvida, já que milhares de cristãos ainda não puderam voltar a suas casas. O último episódio de violência relatado aconteceu Daringabadi (Kandhamal) em 11 de fevereiro. Segundo os relatos, uma multidão de radicais assaltou a casa de uma mulher cristã e espancou seu filho único por ele ter se negado a converter-se ao hinduísmo, religião professada por 80% dos indianos.


Fonte: Cristianismo Hoje

(Com informes da Missão Portas Abertas)

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Escola cristã é vítima de violência no Paquistão


PAQUISTÃO (15º) - Uma escola católica de garotas localizada em Sangota, na Província da Fronteira Noroeste, foi bombardeada por talibãs paquistaneses. A Escola para Meninas, do convento de Sangota, foi bombardeada por talibãs da região.
O prédio da escola foi destruído, segundo a Comissão Nacional pela Justiça e Paz da Igreja Católica (NCJP, sigla em inglês). Ninguém morreu porque a escola, dirigida pelas irmãs carmelitas apostólicas cingalesas, foi fechada a tempo. As irmãs já haviam desocupado o convento. Nos últimos dois anos mais de 150 escolas femininas foram atacadas na província noroeste da fronteira por talibãs paquistaneses, relatou o NCJP.
Ameaças de bombas são freqüentes nas grandes cidades paquistanesas, como Islamabad, a capital, e Lahore. No dia 8 de outubro, três bombas foram detonadas em um shopping, na área de frutas em Ghari Shau, Lahore. Um informante do grupo CSW no Paquistão tem descrito a situação geral como se fosse uma “zona de guerra”. Cecil Chaudhry, oficial da Força Aérea Real e secretário executivo da Aliança Geral das Minoritárias do Paquistão, relatou: “Esses ataques são absolutamente sem sentido, visando apenas espalhar medo e terror nos corações e mentes das pessoas. As vítimas são pessoas comuns, muitas de lugares pobres.
Nós apelamos para que a comunidade internacional dê apoio ao povo do Paquistão neste momento”. Alexa Papadouris, diretora de defesa da CSW, afirmou: “Nós nos preocupamos profundamente com a atual insegurança e violência no Paquistão.
Queremos oferecer nossas sinceras condolências às vítimas do terrorismo. Persuadimos a sociedade internacional para acompanharem a extrema e séria crise no Paquistão, e para trabalhar com o novo governo do país para que, desta forma, acabem com terrorismo neste país”.
Tradução: Eliane Gomes dos Santos

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Violência se espalha por mais cinco Estados, governo se manifesta


ÍNDIA (30º) - Ao mesmo tempo, a violência anti-cristã se espalhou por pelo menos mais cinco Estados da Índia durante a semana passada. Os cristãos e as igrejas foram alvejados em Karnataka, Kerala, Madhya Pradesh, Uttar Pradesh e Jharkhand, seguindo-se à violência em Orissa que se iniciou após o assassinato de um líder do Vishwa Hindu Parishad (Conselho Hindu Mundial), Laxmanananda Saraswati. Os maoístas reivindicaram a responsabilidade pelos assassinatos desse líder hindu. No fim da semana passada, o governo central emitiu um alerta aos dois Estados, dizendo que a falha deles em evitar a violência poderia levar à imposição da lei de “Legislação do Presidente” – o que significaria dissolver o governo de Karnataka e colocá-lo diretamente sobre a direção federal. A violência continua em Orissa No dia 16 de setembro, cerca de 500 amotinadores mataram um policial e incendiaram uma delegacia no distrito de Kandhamal, em Orissa, onde extremistas hindus lançaram uma enxurrada de ataques há três semanas atrás, culpando os cristãos locais de matarem Saraswati e seus discípulos. A agência Compass recebeu relatos de que, na sexta-feira (12 de setembro), extremistas hindus incendiaram uma igreja e um albergue para missionários em Mangapanga, Tumulibandh; três igrejas em Mundabali, Badipankha; e uma igreja em Baringia, Phulbani. Estima-se que 40 casas também foram destruídas no mesmo dia pelos hindus intolerantes. Na tarde seguinte, um grande grupo de extremistas desceu a Kurtamgarh, incendiando diversas casas e outra igreja. Fontes disseram que os extremistas estavam alvejando o líder do vilarejo da área, um cristão cuja casa incendiaram. De acordo com o Conselho Cristão para Toda a Índia (AICC), 14 distritos de Orissa testemunharam os ataques em Kandhamal como o epicentro da violência. O Conselho relatou que pelo menos 50 mil pessoas de 300 vilarejos foram afetados pela violência. Centenas de pessoas ainda estão escondidas em florestas. Quatro mil casas e 115 igrejas foram incendiadas ou destruídas. Assassinato em Kandhamal Pelo menos 20 mil pessoas encontram-se em 14 campos de refugiados estabelecidos pelo governo do Estado em Kandhamal. Sabe-se que dois idosos e duas crianças morreram em três destes campos. O jornal The Statesman relatou que, enquanto dois homens doentes, Sua Naik, 75 anos, do vilarejo de Budrungia, e Kasipatra Naik, 66 anos, do vilarejo de Tatamaha, morreram no campo de refugiados de Raikia, duas crianças, uma do campo de Phulbani e outra do campo de G. Udayagiri, morreram durante a semana passada. “Naik estava no campo de refugiados de G. Udayagiri por mais de 10 dias, mas tinha saído para seu vilarejo para ver a condição de sua casa e de suas aves”, relatou o The Statesman. “Sua família estava no campo de refugiados. Aparentemente, ele foi morto durante a visita a seu vilarejo.” Ataques em Karnataka Também foram relatados ataques em mais de dez regiões no Estado de Karnataka, ao sul, onde os extremistas hindus aumentaram a opressão após o ministro da Educação do Estado ter determinado que mais de 2 mil escolas permanecessem fechadas, em de agosto, para protestarem contra a violência cometida contra os cristãos em Orissa. Os ataques foram sob o pretexto de que os cristãos estavam participando de conversões “forçadas” de hindus ao cristianismo. De acordo com o Serviço de Notícias Indo-Asiático (IANS), a polícia prendeu cerca de 100 pessoas, quase todas cristãs, por organizarem alegados protestos violentos. Violência em outros Estados Em Uttar Pradesh, ao norte, no domingo (14 de setembro), extremistas do Bajrang Dal atacaram dois pastores no distrito de Kanpur, acusando-os de agredir os seus apoiadores, relatou o IANS. Extremistas hindus em Madhya Pradesh incendiaram a igreja de Masihi Mandir, de 80 anos, na área de Chhawni, cidade de Indore, às 22h30 no sábado (13 de setembro), relatou a agência EFI. No Estado de Kerala, ao sul, no domingo à noite (14 de setembro), extremistas hindus atacaram a Escola do Convento Jaya Mata, um jardim de infância cristão, relatou o Times of India. Os extremistas hindus lançaram o ataque para protestar contra as conversões. Em Jharkhand, ao oeste, no domingo (14 de setembro), aldeões hindus atacaram cristãos de uma congregação da Igreja dos Crentes e os pressionaram a se “reconverterem” ao hinduísmo, no vilarejo de Talatad (sob a responsabilidade da delegacia de Patratu), distrito de Hazaribagh, relatou a Christian Legal Association.
Tradução: Getúlio Cidade
Fonte: Compass Direct

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Violência de radicais motiva leis polêmicas


INDONÉSIA (47º) - A Fundação Instituto de Ajuda Legal (YLBHI) e suas 14 subsidiárias têm expressado preocupação quanto à possibilidade de a violência perpetrada por grupos extremistas ameaçar a liberdade religiosa no país. Eles disseram que o Estado não tem feito o suficiente para defender a lei e proteger os direitos e liberdade dos cidadãos. “Muitos grupos na sociedade têm se valido da violência em nome da religião para impor suas crenças a outros grupos, particularmente grupos minoritários” – disse o grupo ao final dos três dias de sua reunião executiva, na quarta-feira passada. “Estamos enfrentando uma situação que é claramente perigosa para nossa existência como nação: o crescimento da intolerância e discriminação contra grupos minoritários.” “Acreditamos que essas ações de violência não só espalham medo e atacam diretamente a liberdade e os direitos civis, mas também se tornaram uma séria ameaça à democracia a ao diálogo cultural” – disse o presidente da YLBHI, Patra M. Zen, enquanto lia as declarações do grupo. Institutos de auxílio legal tem advogado para vítimas de violência, incluindo seguidores do grupo islâmico Jamaah Ahmadiyah, declarado seita pelo Conselho Indonésio de Ulemás. Perseguição do governo contra seitas islâmicas Milhares de seguidores do Ahmadiyah no país foram desabrigados e atacados por grupos muçulmanos radicais. Para acalmar a raiva dos grupos radicais, o governo emitiu um decreto ministerial conjunto, proibindo o Ahmadiyah de propagar sua fé. Entretanto, o decreto causou protestos de muçulmanos radicais que desejam que o Ahmadiyah seja dissolvido. Também ocasionou protestos de grupos de direitos humanos, os quais afirmam que o decreto nega aos seguidores da seita seu direito constitucional de liberdade. O decreto também foi acusado de justificar a violência contra o Ahmadiyah “Observamos que, apesar de muitos casos de violência, o governo, como representante do Estado, tem falhado em proteger e garantir os direitos humanos. “O governo tem deixado, ocasionalmente, a violência acontecer, ou em alguns casos, tem se envolvido na própria violência” – disseram os grupos. Direitos Humanos e liberdade religiosa são assegurados pela Constituição. Conhecida como a terceira maior democracia, a Indonésia é signatária do Pacto Internacional Econômico, Social e de Direitos Culturais, da Aliança Internacional de Direitos Civis e Políticos e da Declaração da ONU sobre a Eliminação de Todas as Formas de Intolerância e Discriminação Baseadas em Religião e Crença. Os grupos se comprometeram a continuar a defender os direitos humanos e pressionar o governo a defender a lei. “Tomaremos as medidas legais possíveis contra qualquer legislação que ameace e viole a liberdade religiosa” – disse Patra, presidente da YLBHI. Os grupos também preveniram os governos regionais contra a aprovação de ordenanças que contestem a liberdade de religião ou discriminem grupos minoritários.
Tradução: Vanessa Portella
Fonte: The Jakarta Post