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quarta-feira, 26 de maio de 2010

União Europeia defende liberdade religiosa em diálogo com Paquistão

PAQUISTÃO (14º) - A associação Christian Solidarity Worldwide (CSW) alegrou-se com uma resolução sobre a liberdade religiosa no Paquistão, anunciada na semana passada pelo Parlamento Europeu.

Ao mesmo tempo em que demonstra apoio ao governo do Paquistão, em seus esforços para melhorar a situação das minorias religiosas, a resolução pede a revisão e a emenda das leis de blasfêmia, dizendo que elas são “normalmente utilizadas para justificar a censura, criminalização, perseguição e o assassinato de membros de minorias políticas, raciais e religiosas”.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Nova constituição não garantirá liberdade religiosa




NEPAL (*) - A Assembleia Constituinte do Nepal, criada pelo Acordo Completo de Paz (CPA) e eleita em abril de 2008, tomou a decisão fundamental para abolir a monarquia e declarar o Nepal uma República secular. No entanto, essa decisão, com implicações significativas na liberdade religiosa, ainda será legalizada, e por agora pode ser considerada apenas uma declaração de intenção, até que reflita na constituição. Já que o Nepal formalizará a transição da monarquia hindu para a república secular, marcada oficialmente para a publicação da nova constituição em maio de 2010, o direito à liberdade religiosa deverá ser protegido caso a transição seja bem-sucedida.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Autoridades do Azerbaidjão confiscam literatura religiosa


AZERBAIDJÃO (27º) - A censura compulsória do Azerbaidjão em relação à literatura religiosa começou a afetar a exportação. A alfândega confiscou os livros de cidadãos que deixavam o país. “Sabemos que as autoridades ficam com os livros religiosos que entram no país, mas com os que saem?” questionou Ilya Zenchenko, presidente da Baptist Union.

Zenchenko afirmou que dois batistas visitariam alguns colegas em vilarejos nativos no leste da Geórgia, mas quando atravessaram a fronteira, os oficiais confiscaram as Bíblias na língua local e os arquivos de computador com material cristão.

A lei do Azerbaidjão não menciona a censura para a literatura religiosa exportada pelo país. Do mesmo modo, as regras da alfândega não tratam sobre o assunto.

Apesar de os religiosos dizerem que o confisco de pequenas quantidades de livros diminuiu nos últimos anos, há diversos registros de cópias do Alcorão e da Bíblia que foram tomadas pelas autoridades.

A censura azerbaidjana requer que toda literatura religiosa impressa e importada no país receba uma permissão específica do comitê do Estado. Especifica-se também o número de cópias produzidas de cada trabalho, controla o que é vendido nas livrarias e tem uma lista de toda literatura banida, e que portanto, não pode ser publicada.

Seguindo sua prática comum, nenhum oficial do comitê estava preparado para discutir a censura à literatura religiosa, e não sabiam dizer por que é necessária uma permissão especial para os livros religiosos produzidos ou importados pelo país.

Os livros são detidos e permanecem no estoque. Se recebem a permissão, entram no país. Se não, são confiscados, e é o importador que decide se retira o material ou se deixa para os oficiais destruírem. Se não forem declarados como literatura religiosa, o importador será ressarcido.

Os oficiais do comitê falam para a mídia local sobre a literatura “perigosa” e “extremista” que tem sido confiscada pela alfândega. Em 2008, 59 títulos que “propagavam a intolerância religiosa e a discriminação” foram bloqueados, de 1.507 livros examinados.

Tradução: Deborah Stafussi

Fonte: Forum18 News Service (em inglês)

sábado, 6 de dezembro de 2008

Cristãos são forçados a negar sua religião

VIETNÃ (17º) - Violando a nova política religiosa do Vietnã, as autoridades da província de Lao Cai, no extremo norte do país, pressionam recém-convertidos da minoria hmong a abandonarem sua fé e reconstruir antigos altares.

As autoridades avisaram que, no dia 23 de novembro, iriam em massa à comuna de Ban Gia e à vila Lu Siu Tung, onde os cristãos residem. Entretanto, não disseram o que eles iriam fazer.

Quando as autoridades do distrito do Bac Ha da região montanhosa noroeste do Vietnã descobriram que os aldeões se converteram ao cristianismo e negligenciaram seus altares, elas enviaram “equipes de trabalho” à área, para os pressionarem.

Os líderes cristãos do local disseram foram ameaçados de não terem mais direito aos serviços públicos. Quando essa ameaça não funcionou, os policiais ameaçaram prender os cristãos, torturá-los e prendê-los.

Vendo que os cristãos não cediam às ameaças, um de seus líderes, Chau Seo Giao, foi intimado a comparecer diariamente à delegacia da comuna para ser interrogado. Ele se recusou a levar seu povo de volta às práticas e crenças animistas.

Chau pediu às autoridades que apresentassem por escrito suas ordens para os cristãos abandonarem a fé cristã. Os policiais se recusaram, e um deles disse: “Temos completa autoridade neste lugar. Não precisamos colocar nossas ordens por escrito”.

Eles prenderam Chau e deixaram durante um dia sem comida antes de o libertarem. Ele ainda tem de se reportar diariamente para as “sessões de trabalho”.

Giao pediu às autoridades para colocar as ordens para abandonar a fé cristã por escrito. Os oficiais se recusaram, com as seguintes palavras, “nós temos a autoridade completa neste lugar. Nós não temos que colocar nossas ordens por escrito”.

Eles prenderam Giao por um dia e uma noite sem alimento e água antes de liberá-lo. Ele ainda é obrigado a se apresentar diariamente para “sessões de trabalho.”

O rápido crescimento do cristianismo entre as minorias étnicas do Vietnã nas províncias do noroeste tem preocupado as autoridades há muito tempo.

Não havia nenhum protestante na região em 1988; hoje se estima haver 300 mil. Em 2003, a política do governo, de acordo com documentos ultra-secretos obtidos por cristãos do Vietnã, disse ter “erradicado” o cristianismo.

Sob pressão internacional, entretanto, uma nova política religiosa mais branda foi estabelecida no fim de 2004. Parte dela consistia em eliminar as exigências de abandonar o cristianismo. As provisões e os benefícios de tal legislação, entretanto, têm sido aplicados desigualmente.

O Comitê de Assuntos Religiosos do país preparou um manual de instruções especiais para as autoridades da região montanhosa sobre como tratar o protestantismo. Publicado em 2006, esse manual contem instruções expressas de que as autoridades usem todos os meios para convences os recém-convertidos a retornar à prática de suas crenças tradicionais.

Sob a pressão internacional, o manual foi revisado e sua linguagem foi suavizada. Entretanto, de acordo com uma análise da revisão, a linguagem ainda comunica o objetivo de conter o cristianismo.


Tradução: Simone Camillo



Fonte: Compass Direct