INDONÉSIA (41º) - A comunidade cristã de Bekasi, na província de Java Ocidental, está novamente sendo alvo de fundamentalistas islâmicos. No dia 3 de janeiro, domingo, centenas de moradores do sub-distrito de Jejalen impediram que os fieis da Igreja Protestante Filadélfia participassem dos cultos.
Leia diariamente as mensagens aqui expostas, além de notícias em geral.
Mostrando postagens com marcador ameaças. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ameaças. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Acusações de blasfêmia fazem famílias se esconderem
PAQUISTÃO (15º) - Um médico cristão no Paquistão, na prisão desde 5 de maio sob acusação de “blasfêmia”, foi inocentado na semana passada. Ao mesmo tempo, outro cristão e sua filha permanecem encarcerados por mais de um mês sob as acusações de profanarem o Alcorão.Dr. Robin Sardar, da província de Punjab foi libertado no dia 4 de novembro após seu acusador ter alegado que a acusação de blasfêmia contra o profeta Maomé tinha sido o resultado de um “mal-entendido”.
“A pessoa que o denunciou disse, no tribunal, que fez essas coisas devido a um mal-entendido” – disse Ezra Shujaab, da Aliança das Minorias do Paquistão (AMP). A entidade ofereceu um advogado para Robin.
Após uma investigação completa, o tribunal constatou que a acusação era infundada e libertou Robin, disse Ezra. Os moradores da vila e clérigos muçulmanos tinham ameaçado matar Robin se ele fosse inocentado; então ele se escondeu, como fez sua família após sua prisão, há seis meses. Pessoas armadas, gritando ameaças de morte, cercaram a casa da família.
Em maio, Dr. Robin foi levado para a Prisão Central Gujranwala, em Punjab, após um vendedor muçulmano registrar a queixa de blasfêmia. Foi relatado que Robin e o vendedor tiveram conflitos quanto ao fato de o mercador poder abrir uma loja em frente à clínica do médico.
O vendedor, Muhammad Rafique, afirmou que Robin tinha insultado o profeta Maomé durante uma visita. Em sua declaração escrita, Rafique havia pedido a pena de morte para Robin e ameaçou que os muçulmanos iriam se rebelar caso a polícia não o prendesse.
De acordo com o artigo 295-C do Código Penal Paquistanês, a blasfêmia contra Maomé é passível de morte.
Prisão de pai e filha
Como aconteceu a Robin, grupos violentos atacaram a casa de Gulsher Masih, após sua filha ter sido acusada de profanar o Alcorão, no dia 9 de outubro, na vila de Tehsil Chak Jhumra.
Ele e sua filha de 25 anos, Sandal Gulsher, estão detidos em Faisalabad desde o dia 10 de outubro, e o resto da família teve que fugir e se esconder.
Mais de cem pessoas armadas com paus, pedras e garrafas de querosene se reuniram na casa de Gulsher no mês passado, após as acusações de que ele tinha encorajado sua filha a rasgar as páginas do Alcorão. Essas acusações foram transmitidas nos auto-falantes de uma mesquita.
“Apedrejaram a casa deles e puseram querosene em toda a casa para causar um incêndio” – disse Yousef Benjamin, da Comissão Nacional para a Justiça e a Paz. “Entretanto, a polícia chegou antes de tudo isso acontecer.”
Inicialmente toda a família foi levada em proteção pela polícia para a delegacia mais próxima em Faisalabad.
Sobre pressão de manifestantes, a polícia, no dia 10 de outubro, acusou a filha de Gulsher, e ele mesmo, de violar a seção 295-B do Código Penal Paquistanês, que determina prisão perpétua para aqueles culpados por profanarem o Alcorão.
“No dia 10 de outubro, quando a polícia estava pronta para registrar o boletim de ocorrência, eu estava lá e mais de cem muçulmanos pressionavam a polícia, dizendo: ‘Nós queremos que ele e sua filha sejam enforcados’”, disse Quaiser Félix, um jornalista do Asia News.
Gulsher e sua filha permanecem em custódia, aguardando uma audiência no tribunal. Eles alegarão inocência e negarão todas as acusações, disse Ezra Shujaab, acrescentando: “Eles não fizeram nada”.
O resto da família está escondido, impossibilitado de voltar para casa devido ao temor de novos ataques.
“No Paquistão, é muito comum que, quando um cristão é pego ou autuado pelas leis sobre blasfêmia, mesmo se o tribunal o liberta, ele tem que fugir” – disse Yousef Benjamin. “É perigoso; eles não podem voltar para a comunidade normalmente.”
Tanto a família de Robin como a de Gulsher enfrentam agora a possibilidade de nunca mais voltarem a sua cidade natal, disse Ezra.
“Robin, apesar de ter sido inocentado, não pode viver na casa que ele residia” – disse Ezra. “Eles têm de morar como refugiados.”
Apesar de as acusações falsas de blasfêmia poderem ser feitas contra muçulmanos e cristãos, as diferenças religiosas geralmente são um fator que as motivam.
“Os muçulmanos se sentem desafiados por essas pessoas, aquelas que de certa forma se consideram cristãs” – disse Ezra.
Tradução: Simone Camillo
Fonte: Compass Direct
Marcadores:
acusação,
ameaças,
blasfêmia,
libertação
Assinar:
Postagens (Atom)