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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Jovem é agredido e morto por tomar chá exclusivo para muçulmanos


PAQUISTÃO (13º) - Radicais agrediram um cristão por ter usado uma xícara designada somente para muçulmanos. O jovem, Ishtiaq Masih, pediu chá em um restaurante na beira da estrada quando o ônibus em que viajava fez uma parada.

Quando Ishtiaq foi pagar pelo chá, o dono percebeu que ele estava usando um colar com uma cruz e o segurou e mandou seus empregados pegarem qualquer coisa com que fosse possível bater no jovem, pois havia violado um alerta, que estava na porta, de que não-muçulmanos deveriam falar sua religião antes de serem servidos. Ishtiaq não viu o aviso antes de pedir seu chá.

O proprietário e 14 de seus funcionários agrediram Ishtiaq com pedras, aros de ferro e clavas e o esfaquearam muitas vezes com facas de cozinha, enquanto Ishtiaq implorava por misericórdia.

Os outros passageiros finalmente intervieram e levaram Ishtiaq para o centro médico do vilarejo. Lá, o jovem morreu por causa dos ferimentos na coluna, cabeça e peito. O médico contou que Ishtiaq teve hemorragia interna, fratura no crânio e danos cerebrais.

O proprietário é conhecido por ser um muçulmano fundamentalista e todos os seus funcionários são estudantes em Madrassas (seminários islâmicos).

A família de Ishtiaq disse que prestaram queixa na polícia contra Ali. Apesar de ter registrado o caso, a polícia não fez nada para prender Ali ou seus funcionários.

Tradução: Portas Abertas

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Muçulmanos expulsam cristãos de lugar de culto

ZANZIBAR (31º) - O culto de domingo em uma igreja não-registrada perto da cidade de Zanzibar, em uma ilha da Tanzânia, não aconteceu pela terceira semana consecutiva depois que muçulmanos extremistas expulsaram os cristãos de sua propriedade alugada.

Radicais expulsaram os membros da Igreja Pentecostal Zanzibar (Kanisa La Pentecoste Zanzibar) de um culto em uma casa alugada em Ungunja Ukuu. As restrições á compra de terrenos para Igrejas diminuiu as tentativas da congregação de encontrar um novo lugar de culto.

Furiosos com um recente crescimento da evangelização na área, os muçulmanos fizeram diversas ameaças aos cristãos, dizendo para que interrompessem suas atividades. A igreja havia realizado uma campanha de evangelismo de porta em porta, encerrada com uma celebração de Páscoa.

“Radicais muçulmanos contaram sobre a campanha para Mgomba, o líder do vilarejo, que, por sua vez, ordenou que ninguém realizasse atividades cristãs em sua jurisdição”, disse Obeid Fabian Hofi, bispo da igreja.

Na manhã do ataque, mais de 20 membros da igreja estavam reunidos quando souberam que os muçulmanos iriam atacá-los. Quando o grupo se aproximou, todos fugiram para salvar suas vidas.

“O grupo gritava, dizendo: ‘Não queremos a igreja aqui – eles devem ir embora e nunca mais voltar!’”, disse um cristão que pediu anonimato.

Um muçulmano alugou sua casa para um membro da igreja, Leah Shabani, que depois decidiu fazer dali um lugar para reuniões. A igreja, que existe há sete anos, tinha mais de 30 membros no início desse ano. Sem lugar para cultuar, muitos cristãos viajam até a cidade de Zanzibar.

Quando a Igreja relatou o ataque para o chefe da área, Jecha Ali, ele disse que não poderia ajudá-los.

“Essa propriedade não é minha – se o dono se recusa a deixar vocês cultuarem lá, então eu não posso fazer nada”, disse Ali.

“Até agora, a polícia não fez nada. Estou muito preocupado com a situação espiritual do meu rebanho, já que meus apelos não são atendidos. Ninguém está preparado para ouvir nossas reclamações. Estamos lutando e perdendo, pois somos governados por muçulmanos”, diz Hofi.

“Agora a igreja está arrecadando dinheiro para que os membros logo tenham um lugar para se reunir. Estamos confiando na providência de Deus.”

Saiba mais sobre a perseguição em Zanzibar acessando a página “Perfil de países”.

Tradução: Deborah Stafussi
Fonte: Compass Direct

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Cristãos temem sequestros e homicídios por radicais muçulmanos


FILIPINAS (*) - Meses depois do sequestro de três membros da Cruz Vermelha por militantes muçulmanos, os cristãos da paróquia de Jolo, no sul das Filipinas, ainda temem as ameaças de homicídios, sequestros e outros atentados violentos, conta um bispo local. Pelo menos três bombas explodiram mês passado em Jolo. A primeira delas matou muitas pessoas. A segunda danificou o telhado da quadra de esportes da escola Marist-run Notre Dame Boys School, enquanto a terceira explodiu bem próximo à base marítima Marines Third Brigade, localizada nas proximidades da residência dos bispos, relata a organização Aid to the Church in Need (ACN).

Em 15 de janeiro de 2009, militantes do grupo Abu Sayya raptaram dois membros europeus e um filipino da Cruz Vermelha, enquanto esses visitavam um projeto de saneamento de água em uma prisão. Os sequestradores ameaçaram degolar um dos cativos até o dia 30 de março, mas a intenção parece não ter sido cumprida.

Os sequestros vem sendo perpetuados como forma de extorsão de dinheiro.

Ao comentar esses casos, Regina Lynch, chefe do Departamento de Projetos da ACN, declarou ser “lamentável” que a mídia raramente mostre os casos de raptos de nativos.

“Nós da ACN pedimos que pessoas em todo o mundo não se esqueçam dos cristãos perseguidos em Jolo!” , ela clamava.

Em 15 de janeiro de 2008, na região da ilha de Tabawan, em Jolo, o padre filipino Pe. Reynaldo Jesus Roda foi morto a tiros por muçulmanos armados, tornando-se o terceiro padre a ser assassinado nessa região há 11 anos.

O bispo Angelito Lampon, clérigo de Jolo, comentou a situação com a ACN.

Ele afirma que apesar da paz aparente trazida por unidades da marinha estacionadas na região, padres que no passado recusavam a proteção de uma escolta, agora são obrigados a aceitá-la “por força das circunstâncias, uma vez que não existe uma outra escolha”.

O bispo Lampon ressaltou que nenhum muçulmano sequer tenha sido sequestrado.

As atividades da igreja tiveram de ser interrompidas, porque os cristãos, com medo, precisam retornar para suas casas antes do anoitecer. Isto tem afetado as reuniões pastorais e litúrgicas, os casamentos e funerais, e as atividades diárias.

O perigo fez com que os cristãos da região se voltassem para a sua fé, disse o bispo: “Somos obrigados a levar a nossa fé a sério. Não importa o que vier a acontecer, Deus é por nós. Nossa fé não é mais uma simples visita às missas de domingo, nem está limitada à reuniões de oração, das quais participamos por causa das nossas necessidades. Ao contrário, a nossa fé é um verdadeiro encontro com Deus vivido nos afazeres do dia-a-dia”.

Ele declarou que atividades pacificadoras foram realizadas, incluindo ações conjuntas de cristãos e muçulmanos.

Apesar das “excelentes” relações entre as autoridades locais e a igreja, há uma forte resistência dos “pequenos grupos de fundamentalistas islâmicos”.

De acordo com a ACN, o diálogo entre cristãos e muçulmanos é dificultado uma vez que cada mesquita é independente. Apesar da existência de organizações como a Uluma League for the Philipines, os muçulmanos não possuem representantes legais como a hierarquia católica.

O bispo Lampon salienta a necessidade de uma rápida resolução acerca do conflito, utilizando-se de medidas que vão ao encontro das causas sociais da hostilidade: a estrutura de relacionamentos da região, seus valores culturais e religiosos, e suas atitudes intelectuais.

Tradução: Fabiane Fagundes Schütz