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quarta-feira, 4 de março de 2009

Autoridades do Azerbaidjão confiscam literatura religiosa


AZERBAIDJÃO (27º) - A censura compulsória do Azerbaidjão em relação à literatura religiosa começou a afetar a exportação. A alfândega confiscou os livros de cidadãos que deixavam o país. “Sabemos que as autoridades ficam com os livros religiosos que entram no país, mas com os que saem?” questionou Ilya Zenchenko, presidente da Baptist Union.

Zenchenko afirmou que dois batistas visitariam alguns colegas em vilarejos nativos no leste da Geórgia, mas quando atravessaram a fronteira, os oficiais confiscaram as Bíblias na língua local e os arquivos de computador com material cristão.

A lei do Azerbaidjão não menciona a censura para a literatura religiosa exportada pelo país. Do mesmo modo, as regras da alfândega não tratam sobre o assunto.

Apesar de os religiosos dizerem que o confisco de pequenas quantidades de livros diminuiu nos últimos anos, há diversos registros de cópias do Alcorão e da Bíblia que foram tomadas pelas autoridades.

A censura azerbaidjana requer que toda literatura religiosa impressa e importada no país receba uma permissão específica do comitê do Estado. Especifica-se também o número de cópias produzidas de cada trabalho, controla o que é vendido nas livrarias e tem uma lista de toda literatura banida, e que portanto, não pode ser publicada.

Seguindo sua prática comum, nenhum oficial do comitê estava preparado para discutir a censura à literatura religiosa, e não sabiam dizer por que é necessária uma permissão especial para os livros religiosos produzidos ou importados pelo país.

Os livros são detidos e permanecem no estoque. Se recebem a permissão, entram no país. Se não, são confiscados, e é o importador que decide se retira o material ou se deixa para os oficiais destruírem. Se não forem declarados como literatura religiosa, o importador será ressarcido.

Os oficiais do comitê falam para a mídia local sobre a literatura “perigosa” e “extremista” que tem sido confiscada pela alfândega. Em 2008, 59 títulos que “propagavam a intolerância religiosa e a discriminação” foram bloqueados, de 1.507 livros examinados.

Tradução: Deborah Stafussi

Fonte: Forum18 News Service (em inglês)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Jovem é espancado por distribuir literatura cristã


BANGLADESH (43º) - Participantes de uma conferência islâmica próxima a capital de Bangladesh espancaram um aluno de escola bíblica porque ele estava distribuindo literatura cristã.

Rajen Murmo, 20, juntamente com outros 25 alunos, distribuía livros entre muçulmanos perto da escola em que estuda em Uttara, a alguns quilômetros de Tongi,onde a polícia alegou que 4 milhões de muçulmanos estavam congregados. Eles se reuniram para a Bishwa Ijtema, convocação anual muçulmana com duração de três dias.

Murmo disse que um homem com uma aparência áspera em uma longa vestimenta branca, juntamente com outros homens, se aproximaram dos jovens e disseram que os muçulmanos substituíram a Bíblia pelo Quran, pois a consideravam ultrapassada.

“De repente, alguns desses homens me agarraram e me perguntaram onde havia conseguido os livros e quem havia me entregado. Eles queriam saber os endereços de meus líderes religiosos, mas eu não falei”, disse Murmo. “Se eu tivesse dado o endereço da escola bíblica, eles teriam destruído tudo. Meu silêncio os deixou muito bravos, e eles começaram a me bater. Eles me disseram que se eu não desse o endereço, iriam me matar.”

Uma multidão de mais de 50 muçulmanos chutaram, espancaram e bateram em Rajen Murmo. Uma patrulha da polícia apareceu e resgatou o jovem. Depois, a multidão persuadiu a polícia para levar Murmo para uma delegacia próxima, e Amos Deory, o diretor da escola foi até lá soltá-lo. Deory disse que os policiais demonstraram a preocupação de que, se os agentes não tivessem chegado a tempo, os muçulmanos teriam matado Murmo.

O reverendo Kiron Roaza da igreja Believers disse que os alunos distribuíam os panfletos como parte das tarefas evangelísticas. Ele disse que o espancamento foi ilegal, já que a constituição bengalesa permite que as pessoas propaguem sua fé.

Tradução: Deborah Stafussi


Fonte: Compass Direct