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quinta-feira, 9 de julho de 2009

Saiba como a nova lei eleitoral prejudica o livre uso da internet na política brasileira

A Câmara aprovou ontem (8.jul.2009) um projeto de lei eleitoral que contém muitas restrições ao livre uso da internet na política. Trata-se também de um claro atentado à liberdade de expressão no país. Saio excepcionalmente das férias para comentar.
A lei ainda precisa ser aprovada pelo Senado até setembro para ter validade na eleição de 2010. Ou seja, em tese, ainda há tempo de corrigir as aberrações que podem ser introduzidas na web brasileira –contrariando o que se faz de mais moderno nos países desenvolvidos: liberar completamente a internet.

Os deputados fizeram um bom serviço vendendo para parte da mídia e idéia de que vão “liberar” o uso da internet na política. Aqui e aqui, as reportagens oficiais da Câmara. É uma inverdade afirmar que haverá liberação.

Os deputados equipararam a internet às emissoras de rádio e de TV. Quase tudo ficará restrito.

Vale também registrar que a atual legislação geral já contém o maior dos absurdos: proibir que qualquer ser humano se declare candidato antes de 5 de julho do ano da eleição. No Brasil, antes dessa data, não se pode fazer campanha, arrecadar fundos, nada. Nos EUA, como comparação, Barack Obama e seus adversários ficaram quase 2 anos em campanha.

A internet mais restrita nas eleições no Brasil

Produção de conteúdo, jornalístico ou não, em sites, blogs etc.:

Como é hoje: há algumas restrições, mas mais liberdade em relação às normas do rádio e da TV. Debates, por exemplo, não são proibidos pela lei na internet.

Como pode ficar: a internet passa a ser considerada igual a emissoras de rádio e de TV. As mesmas regras serão integralmente aplicadas para “provedores de conteúdo e de serviços multimídia, bem como às empresas de comunicação social na Internet, nos conteúdos disponibilizados em suas páginas eletrônicas”.

Debates, antes não regulados para a internet, passam a ser autorizados apenas quando “assegurada a participação de candidatos dos partidos com representação na Câmara dos Deputados e facultada a dos demais”. Ou seja, é necessário que todos os candidatos concordem em participar para viabilizar o encontro (na realidade, a nova lei fala em 2 terços dos candidatos, o que não ajuda muita coisa em se tratando de internet).

Obs.: segundo o relator do projeto, Flávio Dino (PC do B-MA), sua intenção seria apenas a de aplicar essas regras restritivas aos grandes portais, blogs e sites com finalidade comercial. Mas como os sites e blogs de pessoas físicas, sem fins lucrativos, estão hospedados em provedores e portais comerciais, a distinção e a fiscalização ficam quase impossíveis.

Doação por meio da internet

Como é hoje: tema não está regulado, mas no entendimento do presidente do TSE, Carlos Ayres Britto, a lei 9.504, de 1997, já contempla essa modalidade de doação em seu artigo 23, pois no parágrafo 4º estão descritas como as “doações de recursos financeiros” poderão ser efetuadas diretamente na conta bancária de campanha aberta pelos políticos com essa finalidade única. No inciso 1 desse parágrafo está escrito que as doações podem ser por meio de “cheques cruzados e nominais ou transferência eletrônica de depósitos”.

Na internet, doações por meio de cartões de débito ou crédito equivalem a “transferência eletrônica de depósitos”. O dinheiro vai diretamente para a conta bancária do candidato. O recibo da operação, exigido por lei, é o extrato bancário do candidato que vai identificar com nome, CPF e número do cartão quem foi o depositante de cada valor.

Essa modalidade de financiamento não foi usada por duas razões principais até agora: a) nenhum candidato apresentou esse tipo de proposta exatamente como descrito acima aos 27 TREs ou ao TSE e b) a Justiça Eleitoral foi conservadora e não se antecipou para regular o assunto.

Como pode ficar: a nova lei torna explícita a possibilidade de políticos receberem doações por meio da internet durante as campanhas. Essa modalidade não é extensível aos partidos políticos e a períodos não eleitorais.

Obs.: bem intencionada, a decisão dos deputados é tautológica. A lei atual já permite as doações, desde que o sistema montado pelos candidatos interessados seja claro e seguro o suficiente para garantir a identificação de todos os doadores que fizerem transferência de recursos pela internet.
Propaganda na internet

Como é hoje: é proibida, em todas as suas formas, exceto no site do próprio candidato.

Como pode ficar: continuará sendo proibido comprar espaços publicitários em portais, sites, blogs, redes de relacionamento etc. Mas será aceitável, apenas a partir de 5 de julho do ano da eleição, que o próprio candidato faça propaganda em seu site (cujo registro terá de ser comunicado à Justiça Eleitoral) que terá necessariamente de estar hospedado em “provedor de serviço de Internet estabelecido no país”.

Também está autorizado esse tipo de propaganda (desde que gratuita) em sites de partidos e coligações (sempre comunicando previamente à Justiça Eleitoral), “por meio de mensagem eletrônica para endereços cadastrados gratuitamente pelo candidato” e “por meio de blogs, redes sociais, sítios de mensagens instantâneas e assemelhados de candidatos, partidos ou coligações ou de iniciativa de qualquer pessoa natural”.

Obs.: o problema é que essa propaganda fica toda sujeita às mesmas regras da propaganda eleitoral em rádio e TV. Há severas punições para os sites, blogs etc. que forem alvo de ações por parte de políticos que se sintam ofendidos, como está descrito no item a seguir, sobre “direito de resposta”.

Direito de resposta

Como é hoje: como em qualquer outro meio. Quando alguém se sente ofendido, busca reparação diretamente no site responsável ou vai à Justiça. Pela sua agilidade, a internet tem a tendência de publicar as reparações com mais rapidez.

Como pode ficar: a lei passa a determinar, de maneira bem rigorosa, que internet também fica sujeita à modalidade de direito de resposta política. Esses processos são julgados rapidamente, por determinação legal. Portais, sites, blogs e outros meios na internet ficam obrigados a divulgar a mensagem do político “no mesmo veículo, espaço, local, página eletrônica, tamanho, caracteres e outros elementos de realce usados na ofensa, em até quarenta e oito horas após a entrega da mídia física com a resposta do ofendido”.

Mais dois detalhes restritivos: “A resposta ficará disponível para acesso pelos usuários do serviço de Internet pelo tempo não inferior ao dobro em que esteve disponível a mensagem considerada ofensiva” e “os custos de veiculação da resposta correrão por conta do responsável pela propaganda original”.

Obs.: essas medidas terão grande efeito inibidor da liberdade de expressão na internet, cuja característica principal é o caráter pessoal e irreverente de blogs e sites pessoas físicas. O relator do projeto, Flávio Dino (PC do B-MA), disse estar tentando diferenciar o sites e portais comerciais da imensa maioria da comunidade na internet que apenas usa a rede para expressar opiniões pessoais. Mas como todos os sites e blogs estão hospedados em provedores comerciais, essa distinção e fiscalização se tornam quase impossíveis.

Blogs, redes de relacionamento social etc.

Como é hoje: é proibido ao candidato ter esse tipo de ferramenta em sua campanha. Pessoas físicas também estão proibidas de fazer campanha pelos políticos.

Como pode ficar: foi difundida a tese de que tudo seria liberado. Não é verdade. Na prática, como vão valer as regras do rádio e da TV para a internet, qualquer pessoa corre o risco de ver interditado seu site, blog ou comunidade em redes de relacionamento se algum político se sentir ofendido. Por exemplo, a proposta de lei proíbe o uso de “recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação”. Também está proibido “dar tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligação”.

Obs.: será impossível haver liberdade de expressão e informação para os milhares de blogs e sites se for necessário evitar humor que possa eventualmente “ridicularizar” algum político. Também não será possível fazer um blog a favor de um candidato se a lei proibir “dar tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligação”.


Por Fernando Rodrigues / Blog do Fernando Rodrigues / Uol Notícias

quarta-feira, 25 de março de 2009

Mais um líder cristão foi solto na Eritreia


Saiba mais sobre a Igreja Perseguida na Eritreia
ERITREIA (9º) - A Portas Abertas Internacional foi informada de que as autoridades eritreias soltaram um líder da igreja Kale Hiwot preso em dezembro do ano passado durante uma campanha de duas semanas em que 49 líderes de igrejas foram presos. O Dr. Michel Mehari, diretor do hospital infantil em Asmara, foi mantido na delegacia pelos últimos três meses.

Fontes confirmaram o número de cristãos presos no centro de treinamento militar Wi’a. Entre os cerca de 2.900 prisioneiros em todo o país, existem 270 evangélicos, incluindo 135 mulheres. Fontes dizem que os prisioneiros enfrentam circunstâncias miseráveis porque se recusam a negar sua fé. Um irmão, que passou algum tempo no centro, chamou o lugar de “símbolo de miséria”. Um dos tipos de sofrimento inclui a falta de tratamento médico.

O centro de treinamento militar Wi’a também mantém 27 muçulmanos presos em Assab por se opor ao mufti (chefe religioso) indicado pelo governo. Eles estão no centro há um ano e seis meses. Eles são mantidos no andar subterrâneo, separados de outros prisioneiros religiosos e militares.

Também foi confirmado que o número de cristãos evangélicos mantidos na delegacia de Massawa é de 50, entre os quais, 15 mulheres. De acordo com fontes, os familiares e amigos dos prisioneiros podem levar alimentos uma vez por dia, mas não podem vê-los.

A Eritreia baniu todas as igrejas protestantes em 2002. Somente o islã e as igrejas ortodoxa, católica e luterana foram legalmente reconhecidos. Os templos de todas as outras denominações foram fechados e as reuniões particulares nas casas foram proibidas. Os membros que desobedeceram a essas restrições foram presos e torturados nos campos, conhecidos por suas terríveis condições.

Pedidos de oração

• Ore por todos os cristãos presos na Eritreia e que estão sofrendo por sua fé. Ore pela proteção e provisão para eles e para que recebam a sabedoria do Senhor para conviver com os outros prisioneiros.

• Ore pelo governo da Eritreia, para que o Senhor gere neles o arrependimento.

• Ore por todas as famílias dos prisioneiros, para que o Senhor os sustente em graça e provisão, pois muitos deles perderam seu sustento.

Tradução: Texto traduzido pela fonte

Missão Portas Abertas

sexta-feira, 6 de março de 2009

Cristão vence causa na justiça e recebe novo documento de identidade


MALÁSIA (*) - Mohammad Shah, que tentava alterar seu nome muçulmano e receber um novo documento de identidade, ganhou a causa na justiça. Ele apresentou seu caso ao tribunal Sharia, no estado de Negeri Sambilan, depois que o departamento nacional de registros se recusou a aceitar que ele era um cristão e a fornecer um novo documento de identidade.

O advogado Hanif Hassan disse que seu cliente de 61 anos foi criado pela mãe como cristão, mas seu nome muçulmano foi escolhido por seu pai, que abandonou a família quando ele tinha apenas dois meses de idade. Gilbert Freeman, nome de cristão escolhido por Mohammad Shah, é casado e cria seus filhos no cristianismo.

“O tribunal Sharia declarou que ele não é muçulmano. Ele não pratica o islamismo e não estudou para ser muçulmano”, diz Hanif.

Freeman está muito feliz. Seu advogado afirma que esse é um caso muito raro, mas mostra que os tribunais Sharia não são tão rígidos e estão dispostos a resolver disputas religiosas.

A Malásia tem um sistema judicial duplo. Os tribunais islâmicos Sharia governam os muçulmanos, enquanto os tribunais civis têm sua jurisdição sobre os não-muçulmanos. No entanto, as disputas religiosas normalmente são decididas nos tribunais Sharia, e a decisão favorece os muçulmanos.

As questões religiosas são muito delicadas na Malásia, onde 60% dos 27 milhões de pessoas são muçulmanos. Budistas, cristãos e hindus aceitaram o domínio islâmico, mas recentemente notou-se que os tribunais são injustos quando tratam da supremacia do islã, que é a religião oficial da Malásia.

Freeman procurou a ajuda do tribunal pois disse que estava velho e não queria confusões quanto a seu velório ser cristão ou não.

Tradução: Deborah Stafussi

Fonte: International Herald Tribune

Novos incidentes com pastores na Índia


ÍNDIA (22º) - A polícia de Madhya Pradesh prendeu dois pastores supostamente ligados à venda do livro “Secularism and Hindutva” (Secularismo e hinduísmo), que fere os sentimentos religiosos dos hindus.

De acordo com o pastor Akhilesh Edgar, a polícia levou Kailash Masih para a delegacia em 19 de fevereiro, alegando que o código penal condena “atos maliciosos e propositais que insultam os sentimentos religiosos”. Ele foi mandado para a cadeia no mesmo dia.

O pastor Sharda Prasad Muthel também foi levado para a delegacia, interrogado e liberado. No dia seguinte, foi intimado a retornar, e depois de uma investigação, foi solto por volta de 20h.

Um caso judicial foi aberto contra o pastor Paulose Venkatarao, organizador de uma convenção cristã que aconteceu de 16 a 18 de janeiro, onde supostamente, o livro foi vendido. O pastor também foi preso sob as mesmas acusações de Kailash Masih, e, no mesmo dia, foi mandado para a prisão.

Em 26 de fevereiro, os pastores foram soltos sob fiança.

Ore pela situação em Madhya Pradesh e para que o ministério desses pastores seja bem sucedido.

Extremistas hindus atacam reunião de oração

Extremistas interromperam uma reunião de oração, acusaram os cristãos de conversão forçada e os agrediram.

O pastor Akhilesh Edgar relatou que 30 convertidos estavam na reunião liderada pelo pastor Joseph Toppa na residência de um dos cristãos. A casa foi invadida, e as pessoas agredidas.

Todos os cristãos presentes foram levados para a delegacia, e liberados em seguida.

Ore pela tolerância religiosa em Chhattisgarh. O estado tem testemunhado muitos atos de violência anti-cristãos.

Tradução: Deborah Stafussi

Fonte: Evangelical Fellowship of India