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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Muçulmanos protestam contra reforma de igreja

EGITO (21º) - Na tarde de terça-feira, 27 de outubro, um grupo de muçulmanos atacou a igreja de Saint George, no vilarejo de Nazlet Albadraman, no distrito de Mawas, província de Minya. O sacerdote e a congregação ficaram presos até que o líder do vilarejo os libertou, após ter dispersado o grupo de muçulmanos. O ataque foi motivado pela restauração da torre da igreja, para a qual a congregação tem permissão.

O pastor Habib Ghattas conta que o padre Serabamon ligou para ele de dentro da igreja, e pediu que ele contatasse as forças de segurança. “Precisamos que eles venham agora e nos salvem da multidão.”

O grupo jogou pedras e destruiu as janelas da igreja, antes de vandalizar carros, lojas e casas de coptas. Uma mulher copta, Ayman Nada Landy, sofreu ferimentos graves na cabeça. As forças de segurança ainda estão no vilarejo para acalmar a situação e evitar outros ataques. O vilarejo também está sob toque de recolher.

A igreja Saint George, em Nazlet Albadraman, serve cerca de 5.000 coptas. Ele foi reformada há oito anos, com exceção da torre da igreja. Ela foi construída de tijolos muito frágeis, e era uma ameaça à vida dos freqüentadores. Após quatro anos de conflitos com as autoridades, a igreja conseguiu uma permissão para a reforma no início da semana. Assim que o documento foi entregue, a igreja demoliu a torre e começou a construir as fundações para a nova.

De acordo com o repórter da Free Copts (Coptas livres), Nader Shukry, o incidente começou às 20h da terça-feira, quando um muçulmano chamado Saber Ahmed Saleh permaneceu na frente da igreja e começou a gritar: “Desse modo vocês causam revoltas sectárias. Vocês têm que interromper essa reforma”. A segurança da igreja não conseguiu fazer com que ele saísse. A situação começou a piorar quando os muçulmanos começaram a se reunir, gritar e atirar pedras na igreja, quebrando todas as janelas.

Tradução: Missão Portas Abertas

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Muçulmanos invadem terreno usado por uma igreja

BANGLADESH (43º) - Invasores muçulmanos, falantes da língua Bengali, tomaram 5 acres de um terreno abandonado de propriedade do governo, o qual havia sido anteriormente usado por uma igreja, e acusaram falsamente os cristãos pelos danos causados à terra, localizada no distrito montanhoso Khagrachari, na região sudeste de Bangladesh, informaram líderes cristãos.

Kiron Joti Chakma, diretor administrativo da Igreja Batista da Graça do distrito Khagrachari, contou ao Compass que os invasores tomaram o prédio da igreja e os 5 acres de terra na vila de Reservechara, no mês de junho, e registraram queixa no dia 4 de agosto contra cinco cristãos indígenas. Os muçulmanos falantes de bengali tinham vindo de outras regiões de Bangladesh devido a um programa de assentamento do governo, que teve início em 1980.

“Na queixa, os invasores mencionaram que os cristãos tinham cortado as árvores e danificado as lavouras em suas terras, e por isto deveriam pagar 250 mil taka (3. 690 dólares), relatou Chakma. “Nós cultivávamos abacaxi no terreno ao redor da igreja. Porém, os invasores destruíram nossa plantação e construíram duas casas lá”.

O governo concedeu aos cristãos o uso da terra. Líderes indígenas disseram que o desapossamento de terras nas regiões de Colinas, terrenos ondulosos sob jurisdicação da polícia de Dighinala, situada a 300 quilômetros a sudeste de Daca, recomeçou durante o mandato do governo provisório apoiado pelo exército no biênio 2007/ 2008.

“A ação continua em andamento, no entanto nossas tentativas de deter o desapossamento de terra não são páreo para os órgãos de administração e aplicação da lei”, disse um dos acusados, Mintu Chakma, 32 anos.

Quando ele se apresentou à delegacia de polícia devido à falsa acusação contra os cristãos, ele contou, o líder dos invasores bengaleses estava lá e o ameaçou em frente aos oficiais, dizendo: “Eu posso acabar com dezenas de pessoas como você! - Eu vou por fim à sua vida”.

Líderes das igrejas informaram um acampamento militar das proximidades sobre a invasão. Agentes militares afirmaram que tomariam providência, entretanto, nada havia sido feito até então, informaram os cristãos.

“Nossos líderes informaram o comandante regional, o qual nos assegurou que medidas necessárias seriam realizadas, entretanto, procedimento algum contra aqueles invasores de terra e incendiários havia sido tomado até então”, disse Liton Chakma, 25 anos (Chakma é o nome da tribo), um dos cristãos acusados no caso da Igreja Batista.

Os invasores muçulmanos incendiaram o prédio da Igreja Adventista do 7° dia em 2008 na vila de Boachara, próximo à vila dos cristãos batistas da graça, em uma ação que visava intimidar os indígenas de se tornaram cristãos, relatou Liton Chakma. Ele informou ao Compass que invasores bengaleses dificultaram o trabalho de construção da igreja em agosto de 2007.

“Muitos dos recém-convertidos perceberam que os incendiários não tinham sido punidos, e muitos deles retornaram ao budismo, ele contou. “O exército e a administração local abriu espaço para que eles agissem com tal selvageria. Eles tornam sempre a nos ameaçar e a prestar queixas contra nós.

Segundo Mintu Chakma, invasores muçulmanos tomaram um terreno próximo à sua casa em 2007.

“Eles não somente destruíram minha plantação de abaxi, mas construíram uma mesquita lá”, relatou.

O inspetor da polícia local, Suvas Pal, inteirou o Compass de que nem os indígenas nem os invasores bengaleses eram os proprietários da terra. Este caso se trata de possessão do governo, terra abandonada, informou.

Tradução: Fabiane Fagundes Schütz

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Acordo entre Brasil e Vaticano foi aprovado pelo Senado

O Senado aprovou ontem o acordo entre o Brasil e o Vaticano, reconhecendo o estatuto jurídico da Igreja Católica no país. Sem polêmicas nem divergências, senadores votaram simbolicamente a favor do projeto. O texto segue à promulgação.

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A aprovação do acordo simboliza a aproximação do Estado com a Igreja, mas, na prática, pouco altera a relação entre o governo e a instituição. O acordo ratifica normas já cumpridas sobre ensino religioso, casamento e prestação de assistência espiritual em presídios e hospitais. No Congresso, o projeto foi alvo de críticas de parlamentares que questionaram o fim do Estado laico com a aprovação do acordo.

O acordo garante imunidade tributária à igreja e reconhece às instituições assistenciais religiosas igual tratamento tributário e previdenciário previsto a entidades civis semelhantes. O texto também assegura assistência espiritual aos fiéis e protege o patrimônio da igreja e dos locais de culto, os símbolos, imagens e objetos culturais. Um ponto que gerou polêmica é o que garante o ensino religioso facultativo nas escolas públicas de ensino fundamental. O texto, no entanto, assegura o ensino de outras crenças. A Constituição já prevê o ensino religioso, mas não cita especificamente nenhuma crença.

O texto ratifica que o casamento celebrado conforme as leis canônicas produz os efeitos civis, desde que haja registro próprio. Outro item deixa clara a inexistência de vínculo empregatício entre religiosos e instituições católicas. É uma medida para a igreja se proteger de pedidos de indenização de padres que deixaram o sacerdócio. ” Nada se acrescenta de leis ou benefícios ” , disse o relator do projeto, Fernando Collor de Mello (PTB-AL). ” Apenas concede mais clareza às relações. ” É um acordo entre dois Estados ” , disse, citando que o Vaticano tem status de observador na ONU e OEA.

A aprovação do acordo no Senado foi bem mais tranquila do que na Câmara. Os deputados da bancada evangélica irritaram-se com a proposta, acusaram o governo de privilegiar os católicos e ferir a condição de país laico e apresentaram um projeto semelhante para garantir o mesmo tratamento dado à Igreja Católica às outras religiões. O texto, de George Hilton (PRB-MG), ficou conhecido como a Lei Geral das Religiões e tramitou concomitantemente ao acordo da Santa Sé com o Brasil. Ambos foram votados e aprovados ao mesmo tempo na Câmara, em agosto. No Senado, a Lei Geral das Religiões não prosperou ainda: está parada na Comissão de Educação e ainda não foi designado relator.

Já o acordo do Vaticano com o Brasil foi votado rapidamente. Em questão de horas, passou na Comissão de Relações Exteriores e, em seguida, no plenário. Collor apresentou parecer favorável e foi amplamente elogiado por senadores de diferentes partidos, como os líderes do PSDB, do DEM e do PT. Em consenso, disseram que ” é um acordo entre dois Estados, que ratifica as relações já existentes ” .

Não houve manifestações dos evangélicos e até mesmo Marcelo Crivella (PRB-RJ), da Igreja Universal do Reino de Deus, disse que ” não havia motivo para preocupação ” . ” Os juristas que consultei me disseram que o acordo firmado entre Brasil e Vaticano é o mesmo que já existe em mais de 100 países. Não acredito que o governo e a Constituição permitam privilégio a qualquer crença ” , disse.

A única crítica foi feita por Geraldo Mesquita Jr. (PMDB-AC), que considerou o acordo um privilégio à Igreja Católica. ” Será a palavra não mais da igreja, mas sim de um ente que tem acordo com o Estado ” , disse. O P-SOL, único partido a se posicionar contra o projeto na Câmara, não teve a mesma posição no Senado. O senador José Nery (PA), disse ser a favor do acordo. O líder da sigla na Câmara, Ivan Valente (SP), reclamou. ” O P-SOL defende o Estado laico e o que está sendo firmado é um acordo religioso, não de natureza comercial ” , disse ontem Valente. O deputado bispo Rodovalho (PP-DF), um dos articuladores da Lei Geral das Religiões, disse não ser contrário ao acordo, mas defendeu que ” os mesmos critérios devem valer para todas religiões ” .

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Família cristã recebe ameaças e é atacada

PAQUISTÃO (13º) - A agência International Christian Concern (ICC), em Murree, uma cidade próxima a Islamabad, soube que, no dia 28 de setembro, islâmicos atacaram a casa de uma família cristã que negou a se converter ao islamismo.

Rafiq Mashi Bhatti e sua família viveram em paz com seus vizinhos muçulmanos durante anos. No entanto, nos últimos meses, eles receberam ligações anônimas e cartas, com ameaças dizendo para que eles se convertessem ao islamismo, abandonassem sua casa ou se preparasse para morrer.

As cartas de ameaça foram escritas com versos do Alcorão, incluindo Sura 5:51, que se lê, “Oh, vós os que creem! Não tenham amizade com judeus e cristãos...”

Em uma das cartas, eles disseram para a família cristã: “Vocês, cristãos, são agentes dos Estados Unidos. Portanto, é nosso dever religioso extinguir todos os cristãos da Terra Santa do Paquistão.”

A família relatou as ameaças de morte para a polícia, mas eles não conseguiram evitar o ataque. As investigações ainda estão andamento e os criminosos continuam soltos.

Tradução: Portas Abertas

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Comunidade teológica reivindica eleições democráticas em Honduras

A Comunidade de Educação Teológica Ecumênica Latino-Americana e Caribenha (Cetela) emitiu documento solidarizando-se com o povo hondurenho e a Comunidade Teológica de Honduras, vitimados por golpe de Estado que disseminou a opressão e a violência no país desde 28 de junho

Dirigido também às igrejas cristãs e organizações ecumênicas de Honduras, o comunicado enfatiza que o golpe de Estado comandado pelo ditador Micheletti amparado pelos militares representa um retrocesso no processo democrático do país, fazendo emergir experiências de suspensão aos direitos humanos, repressão e mortes.

O cenário, indica Cetela, lembra os períodos de ditadura militar e conflitos armados que assolaram o continente nas últimas décadas do século XX. “Este não é apenas um incidente isolado em Honduras, mas uma ameaça a todo o continente latino-americano, que poderá voltar a viver tempos obscuros e de dor que não queremos que se repitam”, destaca o documento.

Cetela faz um chamado para que o povo hondurenho possa ir às urnas em clima de liberdade e respeito aos princípios democáticos com o intuito de eleger um representante legítimo. Do mesmo modo, defende a paz com justica e pluralidade de pensamentos e culturas como requisito imprescindível para a transformação social e a participação protagonista da população na história do continente.

“Como educadoras e educadores de Teologia, somos chamados a nos inserir no sonhos, lutas e esperanças do povo, visando profundas mudanças estruturais em Honduras”, assinala o manifesto assinado pelo presidente de Cetela, Néstor Míguez, a vice-presidente da entidade, Blanca Cortes, e o secretário-executivo, Roberto Zwetsch.

Entre os dias 24 e 27 de setembro, representantes de 15 instituições e 12 países estiveram reunidos na casa de reitiros Schoenstad, em Santiago do Chile, para a 12ª Assembléia da Cetela, que debateu aspectos do pentecostalismo em sua relação frente a fenômenos de ordem societários, econômicos e culturais.

Fonte: ALC

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

SBB apresenta caminhão ambulatório que percorrerá o Nordeste

A Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) inaugurará, amanhã, o caminhão Luz no Nordeste, equipado com ambulatório para atendimento médico e espiritual a populações de risco social. Até o final do ano, o caminhão tem quatro viagens agendadas, beneficiando 1,5 mil pessoas.


O Luz do Nordeste integra o programa Luz do Brasil e será apresentado na Igreja Batista da Capunga, no Recife. A ação inspira-se no programa Luz da Amazônia, que há 47 anos tem levado esperança e mais qualidade de vida à população ribeirinha por meio de barco-hospital, o Luz na Amazônia III.

O programa social da SBB promove o desenvolvimento espiritual, da saúde, educação, cultura e cidadania. Das quatro viagens agendadas para o Luz do Nordeste, três terão como ponto de chegada cidades pernambucanas – Pombos, Abreu e Lima, Itapissuma – e uma paraibana – Alcantil.

No Sul também roda um caminhão, o Rodas do Socorro. Em 2008, o programa Luz no Brasil organizou 65 viagens, proporcionando 32 mil atendimentos, que beneficiaram em torno de 16 mil pessoas.

Fundada em 1948, a SBB tem por meta “difundir a Bíblia e a sua mensagem a todas as pessoas e a todos os grupos sociais”. Ela traduz, produz e distribuí Bíblias, e começou o trabalho social em 1962, relacionado com a propagação da mensagem cristã, quando criou o programa Luz na Amazônia.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Protestos contra ataques islâmicos a cristãos coptas

EGITO (21º) - O funeral de um cristão copta horrivelmente assassinado em uma rua ao norte do Cairo por um agressor muçulmano se transformou em protesto de centenas de manifestantes no Egito.

Galal Nasr el-Dardini (35) atacou Abdu Georgy (63) em frente à loja da vítima na vila Behnay na tarde de 16 de setembro, de acordo com as informações de um jornalista local. Outros coptas assistiram horrorizados quando Galal esfaqueou Abdu cinco vezes nas costas, conforme entrevistas dadas ao repórter Gamal Gerges do jornal Al-Youm al-Sabeh.

Quando Abdu caiu no chão, Galal pegou sua faca e golpeou-o quatro vezes na barriga. Então ele o estripou, cortou sua garganta e começou cortar sua cabeça, de acordo com o repórter. O reverendo Stephanos Aazer, um pregador copta, que conhecia Abdu e viu fotografias de seu corpo mutilado, disse que a cabeça da vítima ficou ligada ao corpo apenas por um pequeno pedaço de carne.

Depois de matar Abdu, Galal pegou sua motocicleta e dirigiu 30 minutos para outra cidade, onde encontrou um outro comerciante copta, Boils Eid Messiha (40), e esfaqueou-o duas vezes na barriga, contou Gamal. Galal imediatamente deixou a cena do crime e foi para as proximidades de Mit Afif onde supostamente atacou Hany Barsom Soliman. Hany um copta de seus 20 anos de idade que conseguiu lutar com ele.

Boils foi levado ao hospital onde foi operado cinco vezes. Ele permanece sob cuidados intensivos. Hany sofreu lacerações em seus braços, porém não houve danos sérios.

Na tarde de quinta-feira (17de setembro), cerca de 1000 pessoas compareceram ao funeral de Abdu para protestar contra o assassinato e os ataques aos cristãos coptas. Os manifestantes clamavam em coro que “o sangue de Abdu não foi derramado em vão”, carregando cartazes que diziam, “Cadê você, governo? Os terroristas vão nos matar.”

Stephanos e vários outros pregadores participaram da manifestação. Stephanos, da area Behnay, confirmou que a polícia estava monitorando os coptas locais e até rastreando conversas telefônicas dos líderes.

Galal foi preso na quinta-feira (17) no Cairo e foi acusado de homicídio. Ainda não é certo o dia que irá para o tribunal.

Ibraim Habib, presidente dos Coptas Unidos da Grã Bretanha, disse que o Egito tem estimulado o tipo de “radicalização” que tem levado a esses ataques.

"É responsabilidade do governo do Egito parar agora a perseguição e a vitimização dessas minorias coptas pelos fundamentalistas islâmicos", ele disse. “A perseguição e vitimização dos cristãos coptas no Egito tem persistido por três décadas e recentemente se expandido em uma velocidade preocupante.”

Ibraim acrescentou que o Egito precisa extirpar os extremistas islâmicos das agências governamentais, “incluindo a polícia egípcia, que frequentemente mostra complacência ou conivência com os islamitas que agem contra os pacíficos cristãos.”

Tradução: Ioná Vallim

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Cristãos no Paquistão temem mais ataques incendiários

PAQUISTÃO (13º) - Depois de incendiários islâmicos que mataram pelo menos sete pessoas na província de Punjab no mês passado, o último ataque contra cristãos aconteceu em um vilarejo na sexta-feira (4 de setembro) quando um homem não identificado rasgou páginas do Alcorão e deixou-as em uma igreja. A polícia disse que podia controlar as tensões na Vila Missionária Chak, perto de Chichawatni, depois que as páginas das escrituras muçulmanas foram deixadas na Associated Reformed Presbyterian Church (Igreja Presbiteriana Associada Reformada) e em uma estrada próxima. Fontes disseram que testemunharam tentativas similares de ataques contra cristãos em várias partes de Punjab, desde que um grupo de muçulmanos queimaram sete cristãos vivos em 1º de agosto em Gojra sob a falsa acusação de blasfêmia contra o Alcorão. Em várias outras áreas da Província de Punjab, a intervenção de líderes cristãos e da polícia conseguiu evitar outros incidentes até o momento.

O superintendente de polícia Ahmed Nawaz Cheema disse que as páginas do Alcorão foram deixadas na linha de separação entre a vila missionária Chak 8 onde moram cristãos e a vila Maliks populada por muçulmanos, indicando que “isso foi plantado para criar tensões entre as duas vilas”

O pastor da Associated Reformed Presbyterian Church, Salmoon Ejaz, disse ao Compass que as mulheres muçulmanas a caminho para a colheita de algodão pela manhã acharam as páginas do Alcorão rasgadas. Elas levaram as páginas às autoridades muçulmanas locais, que por sua vez, entregaram as páginas à polícia. O pastor Salmoon disse que as autoridades muçulmanas foram aos lideres cristãos dizer que não tinham nenhuma suspeita de que os cristãos haviam rasgado as páginas e que ambos, muçulmanos e cristãos, deveriam ser vigilantes e tentar encontrar o culpado.

As tensões depois de Gojra

O rumor de profanação do Alcorão que levou ao ataque em Gojra, em 30 de julho, provocou um incêndio criminoso na vila Korian a 13 km de Gojra, que destruiu 60 casas.

Em 30 de junho, um clérigo em Bahmaniwala, vila do distrito de Kasur, usou um auto-falante da mesquita chamando para um ataque aos cristãos que resultou em mais de 500 muçulmanos roubando e saqueando pelo menos 110 casas. O ministro-chefe de Punjab, Shahbaz Sharif, ordenou a prisão de seis extremistas muçulmanos, inclusive Qari Latif, suspeito de ser o mentor.

Depois do ataque de Gojra, os cristãos decidiram deliberadamente se armar para se defender de outros ataques. Um cristão Naveed Masih, que atirou para o alto no ataque da multidão islâmica, foi considerado o responsável pela redução do número de vítimas e danos. Apelidado de Naveed, o soldado, ele era o único homem com um rifle quando a multidão investiu contra Gojra. Várias mulheres se refugiaram em sua casa.

Uma associação muçulmana situada em Gojra, a Muslim Mahaz Tanzeem for Peace, tem desde então tentado culpar Naveed pela violência e acusam-no de prover armas a três pregadores e a um outro cristão. De acordo com o Asia News, a associação tem feito ameaças para que os quatro cristãos sejam presos.

Cristãos em outras áreas como as colônias Youhanabad e Bahar em Lahore, disseram ao Compass que eles preferem morrer se defendendo a serem mortos sem fazer nada.

Pedido de Instauração de Processo

Em vista do aumento dos ataques contra os cristãos no Paquistão, o American Center for Law and Justice (ACLJ) registrou uma petição junto as Nações Unidas através do European Center for Law and Justice (ECLJ).

A petição do ECLJ pede ao Paquistão para julgar os ataques mortais contra cristãos, a qual reivindica as vidas de 60 cristãos na década passada em pelo menos 27 incidentes de violência de muçulmanos contra cristãos. A ação da ECLJ declara; “As mais de duas décadas de leis de blasfêmia ensinaram aos muçulmanos paquistaneses que a punição para um suposto insulto ao Islã é a morte. O governo do Paquistão deve repelir ou, conforme o procedimento, mudar as leis da blasfêmia.”

Tradução: Ioná Vallim

domingo, 27 de setembro de 2009

Teologia velha e nova

(Por: Augustus Nicodemus)

Tenho sempre me deparado com pastores e teólogos que acreditam que teologia boa é só aquela que está sendo feita agora. Recentemente encontrei mais um desses. Chamou-me de fundamentalista porque eu acredito que existe teologia certa e teologia errada, e porque incluo na primeira categoria os antigos credos cristãos e as confissões reformadas. Ensinou-me com aquela pachorra típica de quem é iluminado e se depara com um pobre fundamentalista obscurantista e tapado, que "a teologia é apenas um construto humano, limitado, provisório, subjetivo, que tem que ser feito por cada geração, pois não atende mais as necessidades da próxima".

Era óbvio que eu estava diante, mais uma vez, daquela cena hilária em que o relativista declara com toda autoridade e convicção que "não existe verdade absoluta, tudo é relativo".

Vamos supor, ainda que por um momento, que esses teólogos - nem sei em que categoria enquadrá-los, pois nem liberais eles são (os liberais de verdade acreditavam em certo e errado) - estejam certos. Que cada geração entende Deus, a Bíblia e as grandes verdades do Cristianismo de uma maneira totalmente diferente de outra geração e de pessoas de outra cultura, a ponto de não podermos adotar as suas reflexões teológicas como verdadeiras e válidas para a nossa geração.

Se levada às últimas conseqüências, essa perspectiva sobre a teologia criaria uma série de problemas, inclusive para os que a defendem. A começar pelo fato que cada nova geração teria de definir, de novo, o que é o Cristianismo. Explico. O Cristianismo, enquanto religião, foi definido e os seus limites estabelecidos durante os primeiros séculos depois de Cristo, quando os primeiros cristãos foram confrontados com explicações diferentes, contraditórias e alternativas da mensagem de Jesus e dos apóstolos, como o montanismo, as idéias de Marcião, os gnósticos, os docetistas e os ebionitas, para mencionar alguns.

Os grandes credos ecumênicos da Cristandade estabelecidos nas gerações posteriores nos deram de forma sintetizada a doutrina de Cristo, da Trindade, entre outras, as quais o Cristianismo histórico adota até hoje. A seguir o que esse pastor estava me dizendo, teríamos de jogar tudo isso fora e recomeçar, refazer, redefinir o Cristianismo a partir da nossa própria situação.

A segunda dificuldade é que essa perspectiva acaba pegando mal para seus próprios defensores. Pergunto: o que eles têm descoberto e oferecido mais recentemente que seja novo acerca do ser e das obras de Deus, da pessoa de Cristo e de sua morte e ressurreição? Quando não caem nas antigas heresias, repetem simplesmente o que já foi dito por outros em tempos passados. A "nova perspectiva sobre Paulo" não deixa de ser uma antiga perspectiva sobre o judaísmo. A nova "busca do Jesus histórico" não tem conseguido oferecer nenhuma reconstrução do Jesus da história que esteja em harmonia com o quadro dele que temos nos evangelhos. A teologia relacional não consegue ir adiante do Deus sociniano, que também desconhecia o futuro.

A terceira dificuldade é que essa perspectiva realmente acaba com a distinção entre teologia certa e teologia errada e anistia todas as heresias já surgidas na história da Igreja. Vamos tomar, por exemplo, a área de soteriologia, que trata da questão da salvação do homem. A doutrina de que o homem é justificado pela fé somente, sem as obras ou méritos humanos, foi estabelecida cedo na Igreja cristã e reafirmada na Reforma protestante. Depois de tantos séculos, nossos teólogos progressistas (ainda não gosto desse rótulo, vou acabar achando outro) têm algo de novo para nos dizer sobre esse ponto? Os que tentaram, caíram nas antigas heresias soteriológicas já discutidas e refutadas ad nauseam pelos Pais da Igreja e pelos Reformadores.

Não me entendam mal. Eu também acredito que a teologia é um construto humano, e como tal, imperfeito, incompleto e certamente relativo. Estou longe de adotar para com a teologia reformada uma postura similar àquela que considera a tradição aristotélica-tomista como a filosofia e/ou teologia "perene". Eu também considero que a teologia é fruto da reflexão humana e, portanto, sempre sujeita às vulnerabilidades de nossa natureza humana decaída. Mas não ao ponto de não poder refletir com uma medida de veracidade e fidelidade a revelação de Deus nas Escrituras. O problema com essa postura relativista é que ela desistiu completamente da verdade. É agnóstica. Eu creio que a teologia, se feita "levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo" (2Co 10.5), se for fiel à revelação bíblica, produzirá sínteses confiáveis que podem servir de referencial para as igrejas de todas as gerações, conforme, aliás, as confissões reformadas elaboradas nos sec. XVI e XVII vêm fazendo há alguns séculos.

Mas, os teólogos relativistas acreditam em que? Em tudo e, portanto, em nada. Eles tentam manter tudo fluido, em permanente devir, sempre abertos para todas as possibilidades. Mas, nesse caso, não teriam que, forçados pela própria lógica, de aceitar também a teologia conservadora como uma teologia legítima? Mas é aqui que a lógica relativista se quebra. Pois para eles, todas as opiniões estão corretas - menos aquela dos conservadores.

Um amigo meu que é teólogo me disse outro dia numa conversa, "a verdade é absoluta, mas minha percepção dela é sempre relativa". Até hoje estou intrigado com essa declaração. Eu o conheço o suficiente para saber que ele não é relativista. Sou obrigado a reconhecer, por força do conhecimento da minha própria limitação e subjetividade, que ele está certo quanto à relatividade da nossa percepção teológica. Mas, por outro lado, reluto em aceitar as conseqüências plenas dessa declaração. Primeiro, como podemos falar de verdade absoluta, se é que sempre temos uma percepção relativa dela? Se existe verdade absoluta, não seria teoricamente possível conhecê-la como tal? Segundo, porque embora pareça humildade, admitir o caráter sempre relativo da nossa percepção implica em admitir que ninguém tem a verdade, o que acaba com a possibilidade do certo e do errado, do verdadeiro e do falso como conceitos públicos, transformando cada indivíduo, ao final, no referencial último dessas coisas. Será que não poderíamos dizer que nós, mesmo enviesados por nossos pressupostos e preconceitos (horizontes), ainda somos capazes, em virtude na nossa humanidade básica compartilhada com as pessoas de todas as épocas - para não mencionar a graça comum e a ação do Espírito Santo -, de perceber a verdade da mesma forma que outras pessoas a perceberam em outros tempos e em outros lugares?

Aqui as palavras de Anthony Thiselton são pertinentes:
"O que será da ética cristã se adotarmos uma perspectiva relativista da natureza humana? Se a experiência da dor, do sofrimento e da cura no mundo antigo não tem qualquer continuidade com qualquer conceito moderno, o que poderemos dizer acerca do amor, auto-sacrifício, santidade, fé, pecado, rebelião, etc.? Ninguém num departamento de línguas clássicas, literatura ou filosofia de uma universidade aceitaria as implicações de um relativismo tão radical. Nada poderíamos aprender sobre a vida, o pensamento, ou ética, dos escritores que viveram em culturas antigas. Com certeza, nenhum estudioso, se pressionado com essas implicações, defenderia até o fim esse tipo de relativismo."

Uma última dificuldade que desejo mencionar é que essa visão, se levada às últimas conseqüências, acaba nos privando da Bíblia. Vejamos. Quem defende essa visão (há exceções, eu sei) geralmente tem dificuldades em aceitar que as Escrituras do Antigo Testamento e Novo Testamento foram dadas por inspiração divina e são, portanto, infalíveis. Nessa lógica, as Escrituras são apenas a reflexão teológica de Israel e da Igreja cristã primitiva. Consideremos as cartas de Paulo. Elas são a teologia do apóstolo, resultado da aplicação que ele fazia das boas novas às situações novas das igrejas nascentes no mundo helênico. Para ser coerente, quem defende que toda teologia é relativa, imperfeita e subjetiva, e que é válida somente dentro dos limites da cultura e da geração em que foi produzida, não poderia aceitar para hoje a teologia de Paulo, a de Pedro, a de João, a de Isaías. Teria de rejeitar as Escrituras como um todo, pois elas são a teologia de Israel e da Igreja, elaboradas em uma época e em uma cultura completamente diferente da nossa.

Para dizer a verdade, há quem faça isso mesmo. Os antigos liberais faziam. Para eles, a Bíblia nada mais era que a teologia (ultrapassada) dos seus autores. O Cristianismo se reduzia a valores éticos e morais, que eram as únicas coisas permanentes nesse mundo. Eu admiro e respeito os antigos liberais. Os de hoje, precisariam assumir o discurso relativista e levá-lo às últimas conseqüências. Pode ser que não conseguiriam absolutamente nada com isso, como acho que não vão conseguir. Mas, pelo menos, teriam o meu respeito - se é que isso vale alguma coisa.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Temer: projeto da 'ficha limpa' é demonstração de democracia

O presidente da Câmara, Michel Temer, defendeu nesta manhã o projeto de iniciativa popular conhecido como "ficha limpa", que deve ser entregue à Câmara na próxima terça-feira (29), às 11h30.

A proposta impede que qualquer pessoa condenada em primeira instância concorra a cargos eletivos. No caso de crimes de improbidade administrativa, conhecidos como crimes de "colarinho branco", basta que a denúncia tenha sido recebida por um órgão colegiado de qualquer instância para que a candidatura seja proibida.

O projeto reuniu 1 milhão e 300 mil assinaturas, recolhidas pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, integrado por 43 entidades, entre elas a CNBB. "A iniciativa é uma demonstração prática do amálgama de democracia direta e representativa que é a Constituição", disse Temer em entrevista nesta manhã.

Temer lembrou que há 10 anos um projeto semelhante chegou à Câmara e não progrediu porque não listava critérios objetivos para definir o que é idoneidade moral. Diferentemente da proposta atual, que, segundo Temer, traz uma definição objetiva desses critérios.

Pec dos Vereadores
Sobre a promulgação da PEC dos Vereadores, o presidente da Câmara disse que o problema agora é com a Justiça e não mais com o Congresso.

Temer disse que a PEC se baseia em dois focos: jurídico e político. O presidente disse que sempre foi contra a proposta no aspecto político. Quanto à questão jurídica, Temer disse que agora os suplentes de vereadores terão de discutir no Supremo Tribunal Federal (STF) se eles poderão assumir as vagas imediatamente ou, se essas normas serão válidas apenas para as próximas eleições.

Acordo com o MP
O presidente comentou ainda o acordo fechado entre a Câmara dos Deputados e a Procuradoria Geral que resultou na criação do grupo de trabalho para atuação conjunta em investigações de eventuais irregularidades administrativas na Casa.

Temer ressaltou a importância do novo grupo para aproximar a Câmara e o Ministério Público Federal de modo que ambos consigam cumprir suas obrigações constitucionais e, ao mesmo tempo, ganhar agilidade.

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