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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Pastores foram liberados mais cedo da prisão

CHINA (10º) - Pastor Wang Weiliang e Pastor Zhu Baoguo foram soltos antes do tempo previsto por “razões médicas”.

Wang Weiliang foi liberado da prisão com mais de um ano de antecedência, no dia 25 de novembro de 2008, devido a uma “condição médica”. Ele está recebendo tratamento em um hospital de Hangzhou, região de Zhejiang.

O pastor Wang Weiliang havia sido sentenciado a três anos de prisão em dezembro de 2006 por protestar contra a destruição das instalações da Igreja Cristã de Dangshanwan, em Xiaoshan, província de Zhejiang, que se deu em julho do mesmo ano. Outros seis cristãos, que receberam penas mais brandas, já foram libertados.

Shen Zhuke, condenado juntamente com Wang Weiliang, ainda está na prisão na zona oeste de Hangzhou, há mais de 2 anos. Ela cumpre a pena de três anos e meio. Os membros da Igreja Cristã de Dangshanwan ainda não puderam reconstruir legalmente a igreja desde sua destruição.

Também o pastor Zhu Baoguo, da província de Henan, foi libertado do trabalho no campo no dia 2 de dezembro de 2008, por “razões médicas”. O pastor Baoguo estava cumprindo a sentença de um ano de “reeducação através do trabalho” por ter atuado como um “líder religioso nocivo”.

Baoguo foi inicialmente preso em 12 de outubro de 2008 juntamente com outros quarto líderes que estavam reunidos na vila de Dushu, próxima à cidade de Nanyang. Os líderes sofreram quatro dias de detenção administrativa. O pastor Zhu recebeu uma pena de 15 dias de detenção administrativa e foi sentenciado a um ano de reeducação através do trabalho.

Com o relatório da ChinaAid e a pressão internacional, especialmente do Ministério de Relações Exteriores do Estados Unidos e a intervenção direta da embaixada norte-americana, bem como orações provenientes de todo o mundo, os dois pastores foram libertados antecipadamente.


Tradução: Cecília Padilha



Fonte: China Aid Association

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Aproximadamente cem cristãos são presos em duas províncias


CHINA (10º) - Diversos pastores da igreja não registrada foram presos nas províncias de Shandong e Henan nos últimos dias

No dia 3 de dezembro, mais de 50 cristãos da Igreja não-registrada reuniram-se em uma casa no condado de Tai Kang, província de Henan. A polícia repentinamente invadiu a casa e prendeu todos os presentes. Até o momento, ninguém foi libertado.

Um dia antes, mais de 50 cristãos reuniram-se em um culto na cidade de Xiji, província de Shandong. Eles foram cercados por policiais do Comitê de Segurança Pública. Mais de 20 líderes foram detidos.

Os policiais disseram que, se pagassem 2.500 iuanes por pessoa, os cristãos seriam libertados imediatamente.


Tradução: Daila Fanny



Fonte: China Aid Association

Nove igrejas invadidas e 40 presos

CHINA (10º) - No dia 2 de novembro, por volta das 9 horas, a polícia invadiu simultaneamente nove igrejas associadas à rede Igrejas Locais no distrito de Xiasha, cidade de Hangzhou, província de Zhejiang.

A polícia deteve mais de 30 membros da igreja; enquanto a maioria foi liberada, quatro estão cumprindo pena de reeducação por meio de trabalho, acusados de “pregar a estudantes” e “estar engajados em seitas”.

Durante um culto normal de domingo, 15 policiais entraram nas nove igrejas de Hangzhou. Testemunhas dizem que os policiais não mostraram identificações ou algum documento formal que demonstrasse que eles tinham autoridade legal para a invasão.

A polícia ordenou que as pessoas presentes não falassem ao telefone, enviassem mensagens de texto, falassem uns com os outros ou que partissem.

Cada igreja tinha aproximadamente 30 pessoas presentes, consistindo em um casal, três jovens adultos e universitários. Os policiais já tinham os nomes dos líderes de cada igreja, portanto, cada um deles foi algemado e imediatamente levado para o Comitê de Segurança Pública (PSB).

Durante a invasão, a polícia examinou todas as casas e as mochilas dos universitários e tirou fotos. Ela procurava por livros específicos, como Vida Cristã, de Watchman Nee, outros livros de Witness Lee e Bíblias, uma versão própria da Igreja Local, chamada Versão Recuperada. Ela também confiscou hinários, livros ministeriais, CDs, DVDs, agendas telefônicas e computadores.

No decorrer da investigação, foram feitas perguntas aos membros das igrejas, do tipo: Onde você conseguiu sua Bíblia? Onde conseguiu seus livros e jornais? Quem o convidou para a reunião? Como você veio para cá? Quem é o líder aqui? Existem estrangeiros entre vocês? Você tem alguma ligação com Taiwan? Você tem alguma ligação no exterior?

Os membros das igrejas foram liberados um a um. Em alguns lugares, já se passava das 2 da madrugada quando os policias partiram. Funcionários das universidades foram chamados para levar os estudantes de volta para suas respectivas faculdades, a fim de submetê-los a punições.

Advertência no histórico escolar

Todos os alunos foram obrigados a escrever um documento confessional, uma declaração de arrependimento e uma declaração prometendo que não iriam mais às reuniões.

De acordo com eles, as autoridades da universidade os questionaram muitas vezes sobre o treinamento espiritual que receberam nas reuniões. Além disso, policiais do PSB foram à Universidade de Finanças e Economia de Zhejiang e à Universidade de Ciência e Tecnologia de Zhejiang para questioná-los sem a presença de um instrutor ou mentor.

As perguntas, misturadas com ameaças, eram similares às feitas durante o interrogatório policial. Um aluno recebeu uma advertência, que é o primeiro grau formal de disciplina administrativa. Essa nota fará parte de seu histórico escolar.

Quarenta presos

Além dos nove líderes presos, a polícia prendeu mais três ou quatro indivíduos de cada reunião, na maioria as esposas dos líderes e os adultos presentes. O número total dos presos foi mais de 40. Eles foram interrogados e liberados da delegacia entre 2 e 11 da manhã do dia 3.

Um dia após o incidente, os familiares foram notificados de que os nove líderes permaneceriam presos por duas semanas. Enquanto sob a custódia da polícia, os presos foram pressionados a assinar uma declaração de que estariam engajados em seitas, mas todos se recusaram.

Dos nove detidos, cinco foram liberados após 15 dias sob prisão administrativa. Quatro deles foram sentenciados a um ano e meio de reeducação por meio de trabalho, acusados de “pregar para estudantes”.

De acordo com pessoas que foram visitar os líderes presos, eles sofrem maus-tratos na prisão. Não têm roupas suficientes e só podem usar o banheiro somente duas vezes ao dia. São obrigados a fazer trabalho pesado e recebem comida insuficiente. Além disso, apanham de outros presos.

Os quatro homens estão se preparando para apelar da sentença para defender sua liberdade religiosa.


Tradução: Vanessa Portella



Fonte: China Aid Association

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Movimento negro conclama igrejas evangélicas a superarem racismo

(ALC) De perseguidos os “evangélicos” passaram a perseguidores, quando setores neopentecostais demonizam a Umbanda e o Candomblé, denunciou a Semana Nacional Evangélica de Consciência Negra, em manifesto dirigido às igrejas.

“É indispensável que os nossos púlpitos e sermões estejam isentos de qualquer conteúdo racista ou de intolerância”, diz o manifesto, lembrando que evangélicos não podem esquecer que suas igrejas “já foram perseguidas pelo ímpeto da intolerância”. Por isso, o documento conclama as igrejas evangélicas brasileiras a buscarem a superação do racismo e da intolerância religiosa.

O manifesto recorda que os evangélicos eram chamados de “bodes” e que Bíblias foram confiscadas e queimadas em praça pública. “Esta perseguição estendeu-se até a década de 40 do século passado e começou a diminuir na década de 60 e 70”, assinalam os 11 organismos representados na Semana Nacional Evangélica de Consciência Negra, reunida em São Paulo, em final de novembro.

Assinaram o manifesto, entre outros, o Fórum de Afrodescendentes Evangélicos, a Comissão Ecumênica Nacional de Combate ao Racismo, a Aliança de Negros e Negras Evangélicos Brasileiros,o Fórum de Lideranças Negras Evangélicas.

Fonte: www.alcnoticias.org

sábado, 6 de dezembro de 2008

Direitos humanos e missão da Igreja

Encontro de Reflexão e Compromisso celebra, no Rio de Janeiro, dia 9/12, os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. O evento acontece no Instituto Central do Povo (Rua Rivadávia Correia, 188, no bairro da Saúde), às 14 horas. A entrada é franca. Texto de divulgação do evento, enviado por um dos líderes do movimento, Clemir Fernandes, do Instituto de Estudos da Religião (Iser), que apóia nesta iniciativa a Rede Evangélica Nacional de Ação Social (Renas), núcleo do Rio de Janeiro, explica as bases da discussão.

"A Segunda Grande Guerra havia encerrado fazia apenas três anos. A Europa e o mundo ainda lamentavam seus mortos e se perguntavam como a humanidade do século XX, que acreditou que viveria um tempo de paz perene, liberdade plena e sociedade justa, pode ser capaz de tamanha barbárie. Neste contexto de tristeza e renovação da esperança, foi aprovada pela Assembléia Geral das Nações Unidas a Declaração Universal dos Direitos Humanos, com trinta artigos, tratando de temas fundamentais que procuram reconhecer e defender a dignidade da vida, a justiça, a diversidade entre os diversos grupos humanos.

"A Declaração é um documento laico, mas possui uma forte ênfase na ética social da tradição bíblica judaico-cristã. Só para ficar num exemplo, a defesa da manutenção da vida humana pode ser depreendida do texto do Decálogo judaico e cristão, contido na Bíblia, que diz definitivamente: "Não matarás".

"Como, portanto, articular o conteúdo da Declaração e os postulados bíblicos de defesa da vida, visando uma ação de luta por justiça e dignidade humana numa sociedade como a brasileira (e fluminense, especialmente), marcada pela morte sem pena e toda a agressão à vida, de que somos sabedores, todos os dias, conforme nos apresentam os meios de comunicação?!

"Para destacar a importância da Declaração e o papel das igrejas nesse contexto, a Rede Evangélica Nacional de Ação Social (Renas), núcleo do Rio de Janeiro, em parceria com o Instituto de Estudos da Religião (ISER), promoverão no dia 9 de dezembro, véspera do aniversário de 60 anos da Declaração, um Encontro de Reflexão e Compromisso, com o tema "Direitos Humanos e Missão da Igreja".

"Dentre os convidados para a mesa, destacamos o advogado Pedro Strozemberg, especialista-militante em direitos humanos e o reverendo André Melo, pastor protestante e antropólogo. Além da mesa de abordagem e debate, teremos uma performance com apresentação de alguns artigos da Declaração, feitos por jovens, e uma breve liturgia religiosa em memória de pessoas vitimadas pela violência e de personalidades que dedicaram-se na defesa da vida e da dignidade humana.

"O local do encontro, o Instituto Central do Povo, foi escolhido em função de ser um espaço secular de promoção da vida e também por estar localizado no complexo onde foram assassinados, após tortura, os três rapazes entregues por agentes do Estado a supostos traficantes de drogas, em junho deste ano."
Fonte: Agência Soma

Cristãos são forçados a negar sua religião

VIETNÃ (17º) - Violando a nova política religiosa do Vietnã, as autoridades da província de Lao Cai, no extremo norte do país, pressionam recém-convertidos da minoria hmong a abandonarem sua fé e reconstruir antigos altares.

As autoridades avisaram que, no dia 23 de novembro, iriam em massa à comuna de Ban Gia e à vila Lu Siu Tung, onde os cristãos residem. Entretanto, não disseram o que eles iriam fazer.

Quando as autoridades do distrito do Bac Ha da região montanhosa noroeste do Vietnã descobriram que os aldeões se converteram ao cristianismo e negligenciaram seus altares, elas enviaram “equipes de trabalho” à área, para os pressionarem.

Os líderes cristãos do local disseram foram ameaçados de não terem mais direito aos serviços públicos. Quando essa ameaça não funcionou, os policiais ameaçaram prender os cristãos, torturá-los e prendê-los.

Vendo que os cristãos não cediam às ameaças, um de seus líderes, Chau Seo Giao, foi intimado a comparecer diariamente à delegacia da comuna para ser interrogado. Ele se recusou a levar seu povo de volta às práticas e crenças animistas.

Chau pediu às autoridades que apresentassem por escrito suas ordens para os cristãos abandonarem a fé cristã. Os policiais se recusaram, e um deles disse: “Temos completa autoridade neste lugar. Não precisamos colocar nossas ordens por escrito”.

Eles prenderam Chau e deixaram durante um dia sem comida antes de o libertarem. Ele ainda tem de se reportar diariamente para as “sessões de trabalho”.

Giao pediu às autoridades para colocar as ordens para abandonar a fé cristã por escrito. Os oficiais se recusaram, com as seguintes palavras, “nós temos a autoridade completa neste lugar. Nós não temos que colocar nossas ordens por escrito”.

Eles prenderam Giao por um dia e uma noite sem alimento e água antes de liberá-lo. Ele ainda é obrigado a se apresentar diariamente para “sessões de trabalho.”

O rápido crescimento do cristianismo entre as minorias étnicas do Vietnã nas províncias do noroeste tem preocupado as autoridades há muito tempo.

Não havia nenhum protestante na região em 1988; hoje se estima haver 300 mil. Em 2003, a política do governo, de acordo com documentos ultra-secretos obtidos por cristãos do Vietnã, disse ter “erradicado” o cristianismo.

Sob pressão internacional, entretanto, uma nova política religiosa mais branda foi estabelecida no fim de 2004. Parte dela consistia em eliminar as exigências de abandonar o cristianismo. As provisões e os benefícios de tal legislação, entretanto, têm sido aplicados desigualmente.

O Comitê de Assuntos Religiosos do país preparou um manual de instruções especiais para as autoridades da região montanhosa sobre como tratar o protestantismo. Publicado em 2006, esse manual contem instruções expressas de que as autoridades usem todos os meios para convences os recém-convertidos a retornar à prática de suas crenças tradicionais.

Sob a pressão internacional, o manual foi revisado e sua linguagem foi suavizada. Entretanto, de acordo com uma análise da revisão, a linguagem ainda comunica o objetivo de conter o cristianismo.


Tradução: Simone Camillo



Fonte: Compass Direct

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Polícia de Israel expulsa colonos de casa em Hebron

da BBC Brasil

Policiais israelenses expulsaram nesta quinta-feira cerca de 200 colonos judeus de uma casa que eles se recusavam a abandonar na cidade de Hebron, na Cisjordânia.

Imagens exibidas na televisão israelense mostraram policiais arrastando colonos para fora do sobrado de quatro andares, cuja propriedade está em disputa.

Os colonos alegam que compraram a casa de um palestino por quase US$ 1 milhão, mas ele nega ter vendido a propriedade.

Segundo informações, pelo menos 30 colonos e policiais israelenses, além de vários palestinos ficaram feridos nos conflitos.

Pelo menos duas casas pertencentes a palestinos também teriam sido incendiadas.

Pedradas

Centenas de simpatizantes e ativistas foram para o local para manifestar solidariedade aos colonos, que chamam o sobrado de "Casa da Paz".

Para tentar convencê-los a sair, o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, teve um encontro com os colonos.

Barak disse que a casa ficará sob controle de militares até que a disputa seja resolvida.

A Suprema Corte israelense determinou que os colonos deixem o local, e agora outro tribunal vai decidir quem de fato é o dono da casa.

Nos últimos dias, os colonos se envolveram em choques com palestinos, que são a maioria da população da cidade. Membros das duas comunidades trocaram pedradas.

Autoridades israelenses temem que a tensão em Hebron possa levar ao aumento da instabilidade em outras partes da Cisjordânia.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Convite do Presidente Lula a seu Par Iraniano Para Vir ao Brasil É ''Insulto As Vítimas Da Amia''

A ex-vice-prefeita de Barcelona, disse que "Israel se esquece do Cone de Sul e levou muito tempo para se preocupar e denunciar o que acontece na América Latina, ainda que lá viva uma parte significativa dos judeus da diáspora". Em declarações para a Agência Judaica de Notícias, Rahola ressaltou que o convite do presidente Lula da Silva a seu par iraniano para vir ao Brasil seria um "insulto às vítimas do ataque à AMIA" e alertou sobre o profundo envolvimento do Irã na região, através da Tríplice Fronteira.

Pilar Rahola, intelectual espanhola e ex-vice-prefeita de Barcelona, afirmou hoje que tanto Israel quanto os Estados Unidos "quase não se lembram de que existe" a América do Sul, onde a presença do Irã foi aumentada, a partir do vínculo que o presidente Mahmoud Ahmadinejad mantém com seu par venezuelano, Hugo Chávez.

Em diálogo telefônico com a Agência Judaica de Notícias (AJN), de Barcelona, Rahola apontou que "Israel se esquece do Cone de Sul e levou muito tempo para se preocupar e denunciar o que acontece na América Latina, ainda que lá viva uma parte significativa dos judeus da diáspora".

Deste modo, a ex-vice-prefeita de Barcelona se referiu às declarações da chanceler israelense, Tzipi Livni, que alertou sobre a infiltração do Irã e de sua ideologia terrorista na América Latina.

Neste sentido, Rahola destacou que "o grande problema de Israel é que não fica de olho na região (América Latina) e comete o mesmo pecado que os Estados Unidos, que quase não se lembram que ela existe".

Consultada a respeito do convite para vir ao Brasil que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez ao seu par iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, Rahola manteve que o líder latino-americano "teria que pensar muito antes de tomar uma decisão como esta, porque seria um insulto às vítimas da (do ataque à sede da) AMIA e não faria nenhum bem à democracia do mundo.

"É evidente que o Irã tem capacidade econômica e recursos importantes, mas eu acredito que Lula, como político democrático de um grande país, teria que refletir muito sobre o que significa estender a mão para uma ditadura que condena à morte dissidentes, homossexuais, que ameaça de morte um país membro da ONU (Israel), que financia o jihadismo (terrorismo) no mundo inteiro e que, em sua vizinha Argentina, foi considerado diretamente implicada em um ataque que matou dezenas de argentinos (na AMIA)", declarou a escritora espanhola à AJN.

Rahola assinalou que todos os países "antiocidentais - do Irã à Rússia – encontraram na Venezuela um campo de pouso na América Latina".

Neste sentido, refletiu que se está "reeditando a guerra fria com novos protagonistas" e que os "grandes inimigos históricos dos Estados Unidos voltaram a se encontrar e se organizar. E, para isso, a América Latina é considerada um território muito inexplorado".

"No caso concreto do Irã, há uma clara vontade de influenciar em países onde considera que pode ter uma relação geoestratégica. A América Latina possui mesmo um DNA antiamericano e portanto é um caldo de cultivo para vender um produto 'anti-ianque'", explicou a ex-deputada do Esquerra Republicano da Catalunya.

Rahola indicou que, a nível global, "todo o fenômeno islâmico tem, por um lado, uma vocação proselitista, que quer influir em políticas internacionais, mas também pretende fazer avançar sua jihad (Guerra Santa) religiosa e ideológica".

Assegurou que o "fenômeno islâmico" está penetrando, "lenta mas constantemente" em toda a América Latina. E citou, como prova disso, a atividade na tripla fronteira, as mesquitas que estão se radicalizando e os povos indígenas que estão se islamizando.

"As pistas de pouso do Irã na América Latina são: no terreno geoestratégico e diplomático, Venezuela; no aspecto logístico, Caracas e todo o eixo bolivariano; no sentido histórico, os processos revolucionários dos anos 60 e o caldo de cultivo de antiamericanismo que deixaram; e, no sentido moral, os sérios erros que os Estados Unidos cometeram na região e que, para muitos, os transformou em inimigo", resumiu Rahola.

E acrescentou: "Finalmente, há algo muito evidente que é o dinheiro: O Irã e o Islã têm muito dinheiro para penetrar em todos os lugares".

A ex-deputada catalã enfatizou a vulnerabilidade da Triplice Fronteira e assinalou que os governos da Argentina, Brasil e Paraguai "não estão interessados igualmente pelo que acontece lá, tanto no campo do financiamento econômico, vinculado a fenômenos terroristas, como também quanto ao proselitismo".

"Não pode acontecer que seja denunciado abertamente que há uma tripla fronteira muito nebulosa e os governos acabem por não fazer nada, quando eles teriam que aumentar sua preocupação com o fenômeno".

A respeito do que cabe à comunidade internacional, Rahola destacou que a ONU "não serve para nada" porque está "absolutamente seqüestrada pelas ditaduras árabes e dos petrodólares, que não permitem que se avance na condenação contra este fenômeno, o radicalismo islâmico". Também - disse - alguns países da velha 'cortina de ferro', como a Rússia ou China, vetam permanentemente qualquer condenação. "A ONU hoje é um boneco quebrado, um sonho quebrado que não serve para o direito internacional".

Por fim, a intelectual enfatizou que os países "democráticos e livres" deveriam se unir na luta policial, contra o financiamento e o proselitismo do processo totalitário do século de XXI que é o jihadismo, herdeiro direto do stalinismo e do nazismo.


Produzido por De Olho na Mídia

Presos fazem jejum e enviam alimentos para vítimas das cheias

(ALC) Detentos do Presídio Central de Porto Alegre estão fazendo jejum de um dia, no dia 4 de dezembro, para doar os alimentos que não consumirem para as vítimas do desastre natural em Santa Catarina. Mais de uma tonelada e meia de alimentos como arroz, feijão, farinha de mandioca e de milho serão encaminhados para doações.

A Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) deslocará, nos dias 12 e 13 de dezembro, o ônibus-ambulatório Rodas do Socorro e uma equipe de voluntários na área da saúde para o Vale do Itajaí, região mais atingida pela cheia e deslizamentos no final de novembro.

Autoridades de Santa Catarina estão surpresas com a avalanche de solidariedade que chega de todos os cantos do Brasil para ajudar famílias que perderam tudo o que tinham. As contas bancárias abertas pela Defesa Civil somam 12,1 milhões de reais (cerca de 5,1 milhões de dólares).

Caminhões, trens e aviões já transferiram para armazéns ocupados pela Defesa Civil 100 toneladas de produtos de limpeza e de higiene pessoal, 1,5 milhão de quilos de alimentos, e 1,3 milhão de litros de água.

Mas o outro balanço da Defesa Civil ainda aparece em ascendente. O número de mortos subiu para 117, 32 pessoas estão desaparecidas e 45,3 mil pessoas perderam suas casas.

Como já fizeram no domingo passado, também neste segundo domingo de Adventos as congregações da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil destinarão a coleta recolhida de fiéis para a campanha “IECLB em solidariedade às vítimas da calamidade de Santa Catarina”.

A SBB iniciou distribuição de material bíblico às pessoas desabrigadas e desalojadas pelas águas. O assistente de Ação Social da Secretaria Regional de Curitiba, Daniel Zimmermann, percorreu cidades atingidas pelas cheias e deslizamentos no Vale do Itajaí e norte do Estado.

Em Blumenau, Daniel esteve no abrigo junto à Igreja Católica São Paulo, onde encontram-se 400 pessoas desalojadas, que receberam Bíblias, Novos Testamentos e livretos para as crianças.O representante da SBB também visitou o abrigo junto à Igreja Cristo Redentor, da IECLB, onde vivem, atualmente, 40 pessoas.

A SBB remeteu, ainda, material bíblico para Timbó, Gaspar, Indaial e Jaraguá do Sul.

Fonte: www.alcnoticias.org

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Fórum no Uruguai discute sobre religião

Na esperança de aprofundar o diálogo entre as diferentes crenças que se sentem convocadas à unidade e à construção de um mundo mais fraterno, o Conselho Latino-Americano de Igrejas (Clai), Obsur, e o Instituto Humanista Cristão Juan Pablo Terra promoveram fórum-debate sobre “Pluralidade religiosa e cidadania”, reunido em Montevidéu, no sábado, 29 de novembro.

O evento teve como objetivo estabelecer um espaço de diálogo inter-religioso de crenças com presença institucional no Uruguai. Na ocasião, crentes que atuam no espaço público da política, educação e direitos humanos apresentaram testemunhos.

A atividade contou com a participação de panelistas como o ex-secretário do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), pastor Emilio Castro, o embaixador uruguaio no Vaticano, professor Mario Cayota, o presidente da Confraternidade Judaico Cristã do Uruguai, pastor Armin Ilhe, a líder afro-umbandista do Uruguai, mãe Susana Andrade, o ombusman de Montevidéu, Fernando Rodríguez, acadêmicos especializados na temática e o historiador Roger Geymonat.

Participaram do fórum mais de 70 pessoas da fé católica e evangélica de diferentes denominações, judeus, afro-umbandistas, bahaí e agnósticos. Alguns dos pontos cruciais da discussão passaram pelo debate laicidade-laicismo, a discriminação de grupos religiosos e étnicos, como os umbandistas, o exercício da religião como direito humano e a tarefa de promover um diálogo inter-religioso a partir de uma perspectiva plural.

Em relação ao primeiro debate, o Dr. Nestor Da Costa esclareceu que o Uruguai tem um estado laico, mas não uma sociedade plural. Ele disse que o imaginário coletivo de que “o uruguaio não acredita em nada” é falso, já que, segundo estudos, 80% dos uruguaios acreditam em Deus.

Da população do país, 54% definem-se como católicos, 10% como cristãos evangélicos, 2% são seguidores de cultos afro e 0.5% judeus. No fórum foi discutido como o religioso viveu um processo de privatização e negação desde o início do século XX, o que está mudando lentamente nesta década. O Estado começa a valorizar o religioso como parte integral do ser humano e reconhece algumas contribuições da esfera religiosa à cultura e à construção da cidadania.

“A pluralidade não significa que todos pensamos o mesmo e estamos confusos, mas que o diálogo inclui e aprofunda cada identidade”, disse o pastor Ilhe.

Emilio Castro afirmou que “podemos ter posições diferentes e opostas, mas ao colocá-las sobre a mesa as reconhecemos e dialogamos com as diferenças”. Neste sentido, prosseguiu, não se pode dialogar com “o outro diferente” como um oponente, mas como outro ser humano que tem algo valioso a dizer e que sua crença tem valor transcendente.

Fonte: ALC